Domingo para mim será especial. Terei o privilégio de mais uma vez acordar e dar um beijo no meu pai, desejando-lhe um dia azul.

Sim, papai é cruzeirense. Herdei dele essa coisa doentia de ser Cruzeiro.

Depois, vou levá-lo a um bom restaurante. Ele merece.

Por fim, assistiremos ao jogo que pode nos consolidar na liderança do campeonato.

O dia só não será perfeito porque a distância me impede de ir ao Mineirão com o meu velho, para apoiar o time estrelado. Isso realmente me chateia.

Mas, se me permitem, cruzeirenses de BH, aqui vai um apelo.

Primeiramente, dediquem a manhã do seu dia àquele que certamente é “o cara”. Seja ele cruzeirense, atleticano, americano ou torcedor de qualquer outro time.

Se o seu pai já mora no céu, gaste alguns minutos recordando os bons momentos vividos ao lado dele.

E, então, após o almoço, vá para o Mineirão.

Antes é preciso dizer que, no estádio, o torcedor tem liberdade para vaiar ou aplaudir. Você pode até não gostar dos que vaiam, chamá-los de cornetas quando o alvo é um jogador do próprio time ou de ingratos quando o repúdio direciona-se a um ex-jogador do clube.

Enfim, você pode reprovar os que se comportam dessa forma, mas o direito dos que optam por torcer assim está assegurado desde que o futebol se tornou espetáculo para plateias. Ponto.

O que não vale é jogar garrafa d’água, sapato, pilha, pedra ou moeda no adversário. Isso é agressão, covardia e falta de educação. Se nada disso te demove da ideia de jogar objetos no gramado, digo mais: a atitude prejudica o seu próprio time.

Portanto, à turminha que tem ameaçado jogar moedas no Montillo, um aviso: além de passar recibo de mal educado, você pode ser responsável pela perda de mando de campo do Cruzeiro. Entendeu?