Foi zero no placar, mas para Fábio, nota dez


Até os que criticam nosso goleiro têm que reconhecer, ele está em grande fase desde 2010, sem as falhas que o marcaram nos anos passados. O “bicho” do resultado da última quarta-feira, os jogadores podem depositar direto na conta  do nosso camisa 1. 

Vi a partida contra o Tolima atentamente, e pude observar alguns pontos importantes para um time como o Cruzeiro, que pretende vencer esta Libertadores.

Foto: VipCommPrimeiro, o destaque do resultado vai totalmente para Fábio. Sei que entre os leitores aqui do site Guerreiro dos Gramados e na torcida em geral, existem aqueles que o amam (as “fabionetes”) e os que o odeiam (os cornetas de plantão). Independente da sua opção, hoje é fato que o goleiro está em grande fase. O atacante do Tolima bateu mal? E daí, problema deles.

O sistema defensivo não deu grandes dores de cabeça, exceto a já famosa avenida chamada Diego Renan. Os lances mais perigosos do time deles veio em cima do lateral. Na boa, ele é cruzeirense, vem da base, mas para colocar ele no time, tem que ter cobertura especial de algum volante.

Ou então testar jogando no meio de campo, com liberdade para atacar, quase como um falso ponta. Não estou inventando moda – todos sabem que ele dribla e corre bem, chuta de direita e de esquerda, e bate de fora da área. É uma opção, quem sabe?

Outro calcanhar de Aquiles é o comando do ataque. Montillo e Roger, com seus talentos, tentaram o que podiam naquele pasto chamado de campo de futebol. Wallyson não repetiu as atuações iluminadas de outras partidas, e Thiago Ribeiro entrou dando mais gás no time.

Sobre Wellington Paulista, ele corre, tenta, briga, chama a marcação, o problema é que, atacante tem que fazer duas coisas: DAR SEQUÊNCIA EM JOGADA OU FAZER GOL. Nenhuma das duas ele consegue fazer. Por isso, ele não tem capacidade técnica para vestir a camisa 9 do Cruzeiro.

E estou achando estranho Cuca manter ele no time principal. O técnico justificou o “banco” de Thiago Ribeiro dizendo que “tem gente pedindo passagem”, caso de Wallyson. Aposto que Farías e Ortigoza querem disputar a vaga. Então, por que Wellington Paulista ainda não foi sacado do time titular?

Amigos, alguns dos pontos acima são “circunstâncias de jogo”, outras são “problemas crônicos do time”. Minha função aqui não é xingar e cornetar, muito menos fazer vista grossa e passar a mão na cabeça de A ou B.

Estou apenas apontando detalhes que, na minha opinião, se forem consertados adequadamente, vão fazer o Cruzeiro ficar ainda mais próximo das conquistas importantes que a torcida quer – a começar pela Libertadores 2011. Finalmente, após vários anos de covardia, temos um grupo que joga as partidas fora de casa com a mesma determinação e mentalidade que apresentam dentro dos seus domínios.

A conquista está na nossa frente. Basta querer.

Abraços a todos.