Está chegando a hora


Está chegando o dia que minha vida “estadial” começa, e eu já estou contando os dias, as horas e os minutos para voltar a falar de Libertadores da América. E é disso que eu vou falar hoje, porque sou uma anti-campeonato estadual.

Para mim campeonato estadual não serve para absolutamente nada, além de mostrar que o Vasco é mesmo uma bela droga.

Bem, deixando de lado o meu sentimento de que campeonato estadual é uma perda de tempo completa, existe a ansiedade máster pelo primeiro jogo da Libertadores (não vou comentar nada sobre o resultado monocromático da pré-libertadores). Por ser a competição que é, por ter a força que tem e, principalmente, pelo primeiro jogo ser contra quem é. Essa é a parte que mais me anima. Some-se a isso o fato de que o “grosso” do time de 2009 continua aí firme, forte e bem melhor taticamente (por exemplo, Henrique deu um salto de produção de lá pra cá, Thiago Ribeiro as well, Diego Renan não leva mais tantas bolas nas costas e Wellington Paulista… bom, deixa pra lá) e vai com tudo pra cima daquele careca fé-das-unha e sua trupe de argentinos mal amados. Sem contar que nós teremos a nossa própria leva de argentinos, agora, para dar o troco, como deveria ter acontecido desde aquele fatídico 15 de julho, se Sorín tivesse entrado em campo. Enfim.

O que importa é que essa meninada aí é tudo jogador de futebol. E jogador de futebol gosta de ser marrentinho. Quando entra em um clube, já vai alfinetando os rivais, sem sequer, às vezes, já ter jogado contra eles. E penso que quando sabem o que um rival significa para um clube, que ele foi responsável pela derrota do clube na final de uma Libertadores, a marra já é elevada, na escala de um a dez, a 11. Imagina então quando a grande maioria do time esteve lá, viu, viveu e perdeu a chance de ser responsável pela maior conquista do esporte na América. Vai entrar todo mundo com a faca nos dentes, e eu tô adorando.

Faltam 13 dias, mas é como se eu não pudesse mais esperar para ver as novas (será que boas?) contratações entrando em campo, a personificação dos #FabrícioFacts e Fábio operando milagres. Ver jogo contra a Caldense só me dá preguiça porque eu sei que esse campeonato é responsável pelo desgaste físico e psicológico dos guerreiros que devem entrar 100% nessa Libertadores. Ó, eu já esqueci de quantos anos consecutivos já estamos nessa competição, e batemos na trave uma vez. E saímos vergonhosamente para um time de quinta na outra. Ou seja: today is the day. Aliás, today não. Dia 16.

São duas semanas até que comecem os pouquíssimos passos para conquistarmos o que é nosso de direito. E é nisso aí, é dando o sangue, a força, a garra e a alma, que a gente vai ver REALMENTE do que nosso time é capaz na temporada.

O melhor está por vir. É só o tempo que insiste em custar a passar até que chegue o dia em que, longe do Mineirão (triste isso), brilharão as estrelas do Maior de Minas.