A negligência da diretoria azul


Esse imbróglio entre Roger/Cuca cansou. A situação só reforça a impressão que tenho de desorganização e ausência da diretoria do Cruzeiro. O futebol é um negócio que gera milhões e seus comandantes e atletas se mostram amadores.  Jogadores que ganham cifras inimagináveis para a maior parte da torcida parecem crianças birrentas quando não atendidas em seus desejos. Basta uma contrariedade e criam uma situação para conseguirem transferência.

Os dirigentes agem como pais perdidos na educação dos filhos. Vide Adriano, que quando fica insatisfeito em algum clube inventa mil problemas para sair do ambiente ruim criado por ele mesmo. E os homens do futebol brasileiro logo aparecem para se submeterem às condições impostas por jogadores “profissionais” com atitudes de amadores.

O caso Roger é um bom exemplo. As declarações do jogador demonstrando sua insatisfação com a reserva foram num momento impróprio e as do técnico respondendo pela imprensa também. Estamos em início de temporada e tudo poderia ter sido evitado. Parece que o clube não tem um assessor de comunicação para evitar esse tipo de situação.  Porque acredito que uma de suas atribuições no cargo é orientar os funcionários da empresa onde trabalha, em casos de crise, sobre o que devem ou não dizer.

Cuca deveria ter resolvido o problema internamente, mas preferiu expor o grupo e tirar a responsabilidade de gestor que é, transferindo-a para o atleta. Disse que conversou com o meia e explicou que Gilberto é o titular e ponto, se quiser será assim. O clima ficou ruim. Para resolver a situação decidiram liberar Roger e falam em trocá-lo por Carlos Alberto do Vasco.

Nessa história quem perde é o Cruzeiro que reforçará mais um adversário. Eu prefiro vê-lo com a camisa do Cruzeiro, mas, se ele não quiser, o melhor é ir embora. Funcionário insatisfeito não rende para a empresa.

Trazer Carlos Alberto é um erro. Jogador problemático, demonstra apatia em campo e joga quando quer. Prefere as baladas, não tem compromisso com a profissão. 

Esse é mais um caso para ilustrar a negligência dos homens que comandam o time celeste. Parece que ninguém se entende. Semana passada anunciaram a transferência de jogadores para outros clubes e no dia seguinte alguns foram “devolvidos”.  

Numa entrevista dada a revista HSM Management em setembro de 2008 Karl Albrecht define inteligência empresarial como sendo “a capacidade da Empresa/Instituição de mobilizar todo seu potencial intelectual disponível e concentrar tal capacidade na concretização de seu negócio. […]) A riqueza está nas diferenças. A diversidade é mais interessante que a homogeneidade. […] Equipes formadas por pessoas que possuem conhecimentos e habilidades complementares, incluindo o próprio gestor, ficam mais fortalecidos”. 

Gostaria de ver os gestores do futebol do Cruzeiro (Cuca, Valdir Barbosa, Dimas Fonseca e Zezé Perrella) usando essa inteligência empresarial, transformando a equipe em um time vencedor. O ano está apenas no começo, a base vem sendo mantida há três anos, por isso acredito nas conquistas, porém as mudanças devem começar agora, enquanto há tempo.

Mineiro

Achei a partida razoável. Os zagueiros não comprometeram, foram pouco exigidos, mas não sei se na Libertadores eles darão conta do recado. Seria muito bom se o Victorino viesse. Não acredito no Rômulo, acho que pode ser um bom reserva, mas como titular é fraco. O mesmo serve para Pablo, porém nessa posição temos Fabrício, Marquinhos Paraná e Leandro Guerreiro. Ainda falta um atacante de área, Wellington Paulista já demonstrou que não pode ser o titular. Gilberto foi mal, porém é experiente e ajuda a decidir, não tem medo de pressão. Fábio foi bem e tranqüilo como sempre. Digo Renan foi o melhor, além do gol fez boas jogadas no ataque sem comprometer na defesa. Os demais foram regulares. A marcação do pênalti foi equivocada. Thiago Ribeiro se jogou dentro da área sem que o zagueiro o tocasse.