A melhor campanha, mesmo com a imprensa contra!!!


Eu poderia falar da vitória do Cruzeiro por 3 x 0, sobre o Estudiantes, que garantiu o primeiro lugar geral na Libertadores 2011, e a vantagem de decidir em casa a classificação para as próximas fases.  

Foto: AFPEu poderia falar dos destaques individuais da partida, como Wallyson e Gilberto (no ataque), Fábio, Leandro Guerreiro e Victorino (na defesa).

Eu poderia dizer que o resultado não engana, que a Libertadores começa mesmo é a partir de agora, porque o Estudiantes entrou com o time reserva e desmotivado, e que se eles estiverem completos, serão muito mais perigosos nas próximas fases.

Eu poderia falar de um monte de outras coisas…

Mas vou usar este espaço para fazer uma retaliação – falando direto, DAR O TROCO MESMO– em mais uma bobagem feita pela imprensa de Minas Gerais.

Hoje tem destinatário certo – o Jornal Estado de Minas, matéria assinada por Antônio Melane, que iniciou o texto da capa com o seguinte parágrafo:

A fama do paranaense Alexi Stival, o Cuca, é antiga: conhecedor do futebol, especialista em armar equipes que sabem tocar a bola em velocidade e fazem muitos gols, mas, na hora decisiva, fraquejam – ou só se dão bem quando dirigidas por outros treinadores, como o São Paulo campeão sul-americano e mundial de 2005. A exceção é o Campeonato Carioca de 2009, que conquistou à frente do Flamengo.

É verdade que Cuca não tem um currículo recheado de títulos, não sou idiota de negar as estatísticas, mas ele chegou às semifinais da Libertadores de 2004 com o São Paulo, perdendo para o Once Caldas (que foi o campeão) deixando pronto o time campeão de 2005. Em 2010, não foi campeão brasileiro porque começamos o campeonato com Adílson Batista priorizando a Libertadores, e porque um tal Sandro Meira Ricci passou na nossa frente.

O que mais revolta é a total parcialidade da imprensa, que adora colocar este tipo de “destaque negativo” em véspera de jogos do Cruzeiro, mas quando o assunto é o MAIOR FRACASSADO DE MINAS GERAIS, tudo é otimismo e motivação, como visto na semana passada, antes da partida contra o Grêmio Prudente.

Ninguém tem coragem de falar o óbvio, que também está nas estatísticas: Galo na Copa do Brasil é igual Ivete Sangalo no Carnaval: TODO ANO VAI, TODO ANO DANÇA. Deu no que deu – mais uma página derrotada escrita na história de chacotas alvinegras e cor-de-rosa.

Mas isto a imprensa não destaca. Então tomei a liberdade de refazer o texto, e encerro a coluna com ele.

Abraços a todos.

A fama do Clube Atlético Mineiro, o Galo, é antiga: não conhece futebol de Copa do Brasil e Libertadores, especialista em armar equipes que ficam no sonho dos torcedores, mas na hora decisiva, perdem para qualquer timinho – não se dão bem nem quando dirigidos por outros treinadores, como Luxemburgo, campeão de tudo com o Cruzeiro em 2003 e que não fez nada no em 2010. A exceção é a Série B de 2006, que conquistou à frente de adversários do seu nível de Segunda Divisão.