Zé Carlos: o recordista em número de atuações

Natural de Juiz de Fora (MG), o craque José Carlos Bernardo, mais conhecido como Zé Carlos , começou sua carreira no mundo da pelota em 1962, atuando nas categorias de base do time do Sport, e se profissionalizou em 1964. No ano seguinte foi contratado pelo Cruzeiro e durante os seus três primeiros anos na Raposa revezou no meio de campo com Piazza, Tostão e Dirceu Lopes, a concorrência era fortíssima!

Nome: José Carlos Bernardo
Gols pelo Cruzeiro: 83 gols em 619 jogos
Nascimento: 28/04/1945, em Juiz de Fora (MG)
Posição: Volante, mas também atuou como armador
Quando jogou pelo Cruzeiro: 11 anos (1966 – 1977)
Títulos pelo clube: Taça Libertadores da América em 1976; Taça Brasil em 1966 e Campeonato Mineiro em 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1977
Outros clubes pelos quais atuou
: Sport (Juiz de Fora), Guarani (Campinas), Vila Nova (MG), Botafogo, Bahia,  Uberaba e Mogi Mirim.

O “problema” só foi resolvido quatro anos depois, quando o então técnico Gérson dos Santos formulou um esquema denominado “quadrado”, onde os quatro atuavam juntos, deslocando Tostão para o ataque. Não tinha como dar errado e o que podia ser chamado de super time virou uma verdadeira seleção de gala.

Durante os mais de dez anos que permaneceu no clube, Zé Carlos conquistou de tudo: Campeonatos Mineiros (nove no total), uma Taça Brasil e uma Libertadores. Além disso, é recordista em número de jogos vestindo o manto azul: foram 619 partidas com 83 tentos anotados, digno de um dos maiores ídolos do futebol brasileiro em todos os tempos.

Em 1977, aos 32 anos o meia foi para o Guarani, de Campinas e lá conquistou mais um título histórico: o de campeão brasileiro. Ele fez parte do jovem time comandado por Carlos Alberto Silva. O Guarani é, até o momento, o único time do interior a possuir um título brasileiro.

Em 1983 encerrou a carreira jogando no Leão do Bonfim. A partir de então decidiu se enveredar pela carreira de técnico. Foi no ano seguinte para o Bugre, mas foi substituído pelo ex-companheiro de equipe Carlos Alberto Silva. Assim sendo, foi para o Mogi Mirim para atuar como técnico e jogador, ficando ali por seis meses nada produtivos.

Antes de encerrar a carreira de técnico, em 1996 ainda comandou equipes como o Avaí, o Criciúma e Botafogo, além dos árabes El Rahed e Jabalen e dos desconhecidos Blumenau e Marcílio Dias. Ainda jogou quatro partidas pela Seleção Canarinho, mas não marcou gols.

Desde 1996 atua nas categorias de base de times mineiros. Começou trabalhando em Contagem, Três Marias e Sete Lagoas. Mais tarde foi para Pará de Minas e, por fim, Itaúna.

Casado há quase 40 anos, é pai de três filhos. Sempre torceu para o maior clube das Minas Gerais e seu maior sonho foi atuar por quase doze anos por ele. José Carlos Bernardo foi um gênio da bola, muito habilidoso, conseguia antever as jogadas dos adversários e concebia passes e lançamentos com perfeição milimétrica, sem falar nas cobranças de falta e finalizações a gol, perfeitas mesmo tendo como ponto de vista um centroavante nato. Para todos que tem o Cruzeiro no coração, Zé Carlos é realmente imortal!

Em pé: Zé Carlos, Nelinho, Procópio, Vitor, Perfumo e Vanderlei.
Agachados: Eduardo, Palhinha, Cândido, Dirceu Lopes e Lima.