Foto: Pedro Vilela / Light Press / Cruzeiro

A verdade é que não sabemos dizer “tchau”

Foi selada na noite dessa quarta feira (12/01) a negociação entre Cruzeiro e Palmeiras. Fabiano foi vendido e Fabrício devolvido ao Maior de Minas. Robinho, que já estava no elenco estrelado em 2016, continua em empréstimo até o final de 2017, desta vez com uma cláusula que não permite ao Palmeiras negociar o jogador com qualquer outra equipe durante o período na Toca.

A permanência de Robinho é imprescindível para nossas pretensões este ano, pois foi um dos grandes responsáveis pelo bom desempenho da equipe no segundo semestre de 2016, sendo decisivo em vários jogos. Porém, a saída de Willian é vista, por muitos, como algo… Como eu posso dizer… Algo chato.

O atacante foi o xodó da torcida Cruzeirense desde a sua chegada em 2013, vivendo grande fase àquele ano. Nos anos seguintes não conseguiu repetir a regularidade de sua primeira temporada em Minas Gerais, tendo novo destaque com a chegada de Mano Menezes em 2015. Mesmo com tantas más atuações ao longo desses quase três anos, mostrando, por vários momentos, futebol de nível bastante inferior ao que já desempenhou por aqui, fica uma ponta de tristeza na saída do atacante.

Willian fez parte de um dos elencos mais vitoriosos de nossa história, tendo papel de destaque por vários momentos. Inconscientemente criamos um afeto especial por cada membro daquele elenco vencedor, e cada saída é sentida de forma diferente. Até a venda do Egídio, no final de 2014, nos trouxe certa comoção, mesmo o lateral sendo responsável por inúmeros sustos durante as campanhas do bicampeonato Brasileiro.

Outro fato que contribui para este “sentimento estranho” é a identificação e respeito de Willian com o clube que ele procurou honrar desde o primeiro dia de contrato com o Maior de Minas. O jogador amargou a reserva por várias vezes, mas nunca fez sequer uma declaração pública de insatisfação ou falta de respeito com o clube.

Me lembro de ter dito certa vez no twitter que o atacante se esforçava muito para ser ídolo no Cruzeiro, sendo o último jogador a sair em várias partidas, por atender a literalmente todos os fãs que solicitavam uma foto, um autógrafo, ou 3 minutos de prosa, que fosse. Empenho não faltou.

Uma das coisas mais importantes que aprendi, desde pequeno, é ter gratidão por aqueles que nos ajudaram a crescer e respeito pelos que nos respeitam. E é com este sentimento que ofereço ao Willian o meu mais profundo MUITO OBRIGADO por todos estes anos vestindo a camisa mais pesada de Minas Gerais. Desejo todo o sucesso para a sua carreira, mesmo que ela não tenha continuidade por aqui ao final deste empréstimo ao Palestra paulista.

Por: Luciano Batista

Foto: Pedro Vilela / Light Press / Cruzeiro