09 ago Um bando de insanos


Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.1

Como diretores do Cruzeiro, e torcedores, podem esperar um resultado diferente do apresentado até o momento se continua cometendo os erros de 2011? Impossível ter um resultado diferente. O time é limitado, tem poucos jogadores com alguma qualidade técnica. É bom lembrar que do time que entrou em campo na última rodada do Campeonato Brasileiro do ano passado, brigando para não cair, ainda estão no elenco Rafael, Léo, Victorino, Diego Renan, Leandro Guerreiro, Charles, Anselmo Ramon, Everton e Wellington Paulista. Para piorar o que já era ruim, o medonho Dimas Fonseca ainda contratou Mateus, Thiago Carvalho e Marcelo Oliveira, sem contar os que já foram dispensados, como Amaral. Alguém esperava resultados diferentes dos alcançados até aqui?

Não acredito que técnico de futebol seja essa “pica das galáxias” que todo mundo fala, não é o salvador da pátria, nem a maldição quando tudo dá errado. A prova disso é Muricy Ramalho, com um time comum nas mãos, o atual Santos, não consegue fazer milagre. Mas está evidente que o Roth está perdido.

Gostaria de entender o que passa na cabeça do cidadão. O cara tira Wellington Paulista do time e coloca Wallyson, aí o jogador não foi bem contra a Ponte Preta e ele volta com Paulista para o time durante o jogo. Contra o Santos ele coloca Sandro Silva no lugar de Charles e no intervalo faz a substituição, saca Silva e retorna com Charles. A impressão que passa é que os problemas do time estão no Sandro e no Wallyson. Sem contar que tira totalmente a confiança dos atletas.

É nessa hora que gosto de observar o trabalho do treinador. E Roth vem se mostrando como a grande maioria. Com mudanças sem sentido e repetindo os erros dos seus antecessores, insistindo com jogadores que todo torcedor sabe que não têm condições de vestir o manto Celeste. Um exemplo claro é Diego Renan. Não adianta ele fazer uma partida mais ou menos, é fraco e não vai jogar o que deve para vestir a camisa de titular. Pode mandar pro Guarani de Campinas que tá de bom tamanho. 

Celso Roth não pode nem reclamar muito do time, Sandro Silva, William Magrão, Borges, Fabinho e Ceará chegaram com sua aquiescência. Com exceção do lateral e de Borges os outros ainda não justificaram suas contratações. Assim como outros técnicos, o atual comandante não consegue fazer o time jogar. Gostaria de saber o que tanto se treina na Toca II, porque não consigo ver futebol em campo quando a Raposa joga. Os jogadores sempre estão mal posicionados em campo, o excesso de faltas corrobora minha observação.

É desanimador assistir a um jogo do Cruzeiro. Particularmente, ficarei apenas na TV. O que me fará voltar ao estádio é rever um ídolo do passado, caso ele esteja em campo no jogo contra a Portuguesa. Fora isso, não pago para passar raiva. Para me aborrecer, fico no conforto do meu lar. Quem sabe com as arquibancadas vazias a diretoria entenda que o torcedor não aceita este time.

Finalizo o texto com mais um pensador. Roberto Shinyashiki é um psiquiatra com doutorado em Administração e Economia. Figura conhecida em diversas áreas, inclusive o esporte, é um palestrante de renome internacional. Dentre tantas obras escritas tem algumas frases muito famosas. Uma delas me faz pensar em qual Cruzeiro devo acreditar: “Não confunda derrotas com fracasso nem vitórias com sucesso. Na vida de um campeão sempre haverá algumas derrotas, assim como na vida de um perdedor sempre haverá vitórias. A diferença é que enquanto os campeões crescem nas derrotas, os perdedores se acomodam nas vitórias”.

Peço desculpas pelo texto desconexo, mas acho que vale uma reflexão sobre o atual time.

No programa Guerreiros em Debate desta quinta (09/08), às 23h falaremos, AO VIVO, sobre tudo o que rolou na goleada sofrida pelo Cruzeiro, e ainda sobre o grande ÍDOLO CELESTE que estará conosco no programa da próxima segunda-feira (13/08).

1 EINSTEIN, Albert.


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