Terra arrasada? Bem longe disso (Grêmio 1 x 0 Cruzeiro – Copa do Brasil semifinal)

Salve, guerreiros!

Grupos de Whatsapp, twitter, redes sociais em geral, vejo a grande maioria dos torcedores celestes “chorando” a derrota para o Grêmio na noite desta quarta-feira como o fim do mundo. Não é para tanto, amigos. A Raposa fez um jogo parelho contra um dos melhores times do Brasil atualmente, e que apresenta o melhor futebol, por certo. Concordo que finalizar no gol adversário apenas aos 27′ do primeiro tempo é pouquíssimo para um time que tem jogadores do quilate de Thiago Neves, Rafael Sobis. Entretanto, um problema ficou flagrante no confronto: Que falta faz um atacante de área. Temos apenas Sassá que não pode ser inscrito na CB. Uma pena que o dinheiro não permitiu a permanência do outro atacante referência que estava inscrito.

O jogo

O Cruzeiro estava disposto a manter a posse de bola e gastar o tempo. Conseguiu por opção no primeiro tempo e por obrigação no segundo, já que levou o gol em um contra-ataque mortal no último minuto da primeira etapa. Mesmo propondo o jogo na etapa final, a Raposa joga muito longe do gol adversário, o que facilita a marcação.

Primeiro tempo

Como disse acima, controle do jogo era a palavra de ordem celeste. Entretanto, quando falo controle de jogo, refiro-me a manter a posse sem ameaçar o Grêmio. Foi apenas uma finalização celeste nessa etapa da partida. O gol gremista foi um castigo a um time descompromissado com momento mágico do futebol: O Gol. Se tentando fazê-los já é difícil vencer, imagina sem tentar!

Segundo tempo

Nessa etapa o Cruzeiro sai em busca do gol de empate, mas não consegue chegar na área do Grêmio, que em vantagem, prefere se fechar e explorar os contra-ataques. Obteve sucesso no fim da primeira etapa assim. A Raposa quase consegue equilibrar as finalizações no segundo tempo, dado ao volume de jogo apresentado, mas, nos faltam peças de arremate. Mano demora muito a mexer no time, o fez apenas aos 25′. O problema é que quando vai proceder as substituições, olha para o banco e vê Élber, Rafinha…

Raniel foi o único assopro de chance de gol que o Cruzeiro teve. Lucas Silva, depois de ser nosso Guerreiro do ouro por duas partidas seguidas, só não fica com o “prêmio” de hoje porque deixou Luan correr sozinho para finalizar causando o rebote de Fábio e consequentemente o gol. Fábio, fica com a honraria hoje pelas duas defesaças, uma delas de cinema em cabeçada a queima roupa. O “arqueiro de Deus” evitou nossa eliminação precoce.

Guerreiro de lata fica com Diogo Barbosa, que além de errar todos os passes que tentou, falhou na cobertura de Barrios, que sem marcação apenas teve o trabalho de empurrar a bola para o gol vazio.

Terra arrasada? De jeito algum! É uma placar perfeitamente reversível na volta semana que vem. O Cruzeiro vai precisar jogar 90′ para conseguir o feito e escrever mais uma “página heroica imortal” no Mineirão. Se conseguir, se credencia ao título, pois estará eliminando o time, já afirmei, que apresenta o melhor futebol do Brasil.

GRÊMIO 1 X 0 CRUZEIRO

Local: Arena do Grêmio, Porto Alegre (RS)
Data: 16 de agosto de 2017, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Marcelo Aparecido R. de Souza (SP)
Assistentes: Anderson José de Moraes Coelho (SP) e Bruno Salgado Rizo (SP)
Público: 47.711 (45.102 pagantes)
Renda: R$ 1.758.042,00
Cartões amarelos: Grêmio: Ramiro, Edílson, Pedro Rocha. Cruzeiro: Rafael Sóbis, Robinho, Ezequiel

GOL: Lucas Barrios (45′ 1T)

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Edílson, Pedro Geromel (Bressan), Walter Kannemann e Bruno Cortez; Arthur, Michel, Ramiro, Luan e Pedro Rocha; Lucas Barrios (Everton).

Técnico: Renato Portaluppi

CRUZEIRO: Fábio; Lucas Romero (Ezequiel), Léo, Murilo e Diego Barbosa; Henrique, Lucas Silva, Robinho (Elber), Alisson e Thiago Neves; Rafael Sóbis (Raniel).

Técnico: Mano Menezes

Enquanto a volta não chega, vamos de Brasileirão. O adversário de domingo será o Sport Recife no Mineirão. Penso que Mano deveria poupar o elenco, mas essa decisão só cabe a ele. Até lá, China Azul.

Guerreiro dos Gramados. Nossa torcida, nossa força!

Por: Álvaro Jr