Rodrigo Souza e o fim da “Niltondependência”

Rodrigo Souza e o fim da “Niltondependência” - Foto: Leo Fontes / O Tempo

Quando o nome de Rodrigo Souza foi anunciado entre os titulares da Raposa para o clássico, muitos resmungaram. Achavam que Marcelo Oliveira o havia lançado na fogueira.

Esses mesmos torceram ainda mais o nariz quando souberam que, não bastando a missão de substituir o xodó Lucas Silva, deram ainda, a Rodrigo Souza, a incumbência de marcar Ronaldinho Gaúcho.

Ninguém respeita mais o “Horto”

Ninguém respeita mais o “Horto” - Foto: Rodrigo Guzanshe – EM/DAPress

Foram-se os tempos em que jogar no Horto significava sair de lá morto.

Ultimamente, proezas como empatar com Minas Boca e tombar diante da Tombense têm sido constantes por lá.

Ontem, no clássico, por pouco outra derrota não foi computada na conta do rival, o que o deixaria ainda mais próximo da zona de rebaixamento. Zona de rebaixamento do Mineiro (rajarajaraja).

O preconceito é de quem?

O preconceito é de quem?

“Olha só. O clube fundado por italianos fascistas reclamando de racismo agora.” Argumento prontamente rebatido com um “Como se quem foi fundado por um bando de garotos mimados que não tinham nada para fazer em um país extremamente desigual como o nosso pudesse falar alguma coisa”.

Caso Tinga me fez voltar ao passado

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Eu tenho um irmão postiço. Foi o futebol que me deu. Sim, o futebol.

Eu tinha seis anos quando o conheci. Ele tinha sete, mas vivência de garoto de quatorze, quinze anos.

Meados de maio de 1989 e , de repente, ele surgiu na sala de aula. Era o nosso mais novo colega, disseram-nos quando foram apresentá-lo à turma.

Perdemos todos!

Perdemos todos! - Foto: AP

Salve Guerreiros! Não foram apenas 45 minutos mal jogados. Não foram dois gols de bola parada. Não foram o gramado ruim e a altitude. Certamente, o que marcará de forma lamentável a estreia do Cruzeiro na Libertadores 2014, serão as atitudes racistas da torcida peruana contra o Tinga.