Resignação (Cruzeiro 2 x 1 Nacional Paraguai – Copa Sulamericana)

Salve, guerreiros!

“Deus deu resignação ao meu pobre coração”, trecho de uma bela canção da MPB de autoria de Bubu da Portela e Jamelão em 1959. Tal pérola foi brilhantemente interpretada por Marisa Monte, e traduz o sentimento deste que vos escreve.  Resignação, para quem vai ter preguiça de procurar o significado, aí vai: Ação de resignar, de se submeter ao desejo de uma outra pessoa ou a ação do destino; Ação de aceitar pacificamente as dores ou sofrimentos da vida (https://www.dicio.com.br/resignacao/).  Estou resignado ao futebol Mano Menezes. Me submeto à vontade do treinador de aplicar suas convicções. Aceito pacificamente os sofrimentos de ver o Cruzeiro jogar mal, desde que ele siga assim como está, invicto.

O jogo

O futebol prega umas peças de vez em quando, todos sabemos. Parecia que o faria ontem quando logo aos 4′ de partida, Santana desfere um cabeceio até despretensioso, mas, o suficiente para encobrir Rafael. Isso gerou infintas discussões nesta terça sobre a falha, ou não do arqueiro. Em minha opinião, não considero assim. Foi mérito do jogador paraguaio, não demérito de Rafael. O Cruzeiro ficou boa parte atras do placar, mas isso é importante para mostrar o poder de reação da equipe celeste. Foi uma vitória buscada mais na garra que na técnica, e todos sabemos que isso é uma virtude importante em competições de mata-mata.

Primeiro tempo

Como já exposto acima, o gol sofrido logo de início trouxe instabilidade ao time celeste. Muitos erros iam sendo cometidos na tentativa do empate, o que foi deixando o time nervoso. O Nacional, que não é bobo, se fecha e obriga o Cruzeiro a tomar as ações do jogo. Thiago Neves consegue um belo arremate da entrada da área empatando o jogo ainda na primeira etapa.

Segundo tempo

A Raposa volta decidida a virar o placar, mas não encontra espaços na fechada defesa paraguaia. O Nacional começa a dar sinais de desgaste tamanha intensidade da partida. O Cruzeiro parecia estar melhor preparado fisicamente, mas chega uma hora que o desgaste bate. Mano promove a entrada de Ramón Ábila que em jogada característica vira o placar. A pergunta que fiz na hora foi: Como é que um goleador desses fica no banco? Élber ainda entra na vaga de Sobis, mas não soma absolutamente nada.

Guerreiro de ouro vai para Whanchope Ábila pelo importante gol da vitória. Guerreiro de lata, mas uma vez para Élber. O rapaz não consegue agregar nada ao jogo da Raposa, e com isso, eu não vou me resignar. Como já disse, aceito o pragmatismo do futebol celeste. Aceito o “padrão Mano”. O time está invicto e ponto. Que siga assim. Se quiser futebol bonito, vá assistir jogo do Barcelona. Eles já perderam esse ano, nós ainda não.

FICHA TÉCNICA:
CRUZEIRO 2 X 1 NACIONAL-PAR

Local: Estádio Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Data: 04 de abril de 2017, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Juan Soto (VEN)
Assistentes: Jorge Urrego (VEN) e Carlos López (VEN)
Gols: Jonathan Santana, aos 4 minutos do primeiro tempo (Nacional); Thiago Neves, aos 25 minutos do primeiro tempo, Ramon Ábila, aos 21 minutos do segundo tempo (Cruzeiro)
Cartões: Mayke, Hudson (Cruzeiro); Servin (Nacional)

CRUZEIRO: Rafael; Mayke, Manoel, Léo, Diogo Barbosa, Hudson, Ariel Cabral, Arrascaeta, Thiago Neves, Rafinha (Ábila), Rafael Sóbis (Elber). Técnico: Mano Menezes.

NACIONAL: Gimenez; Dávalos, Servín, Jacquet, Rodrigo Rojo, Paniagua (Orzuza), Jonathan Santana, Arguello, Francisco García, Salgueiro (José Nuñez), Adam Bareiro (Villagra). Técnico: Roberto Torres.

O Cruzeiro agora cumpre tabela no Mineiro contra o Democrata no Mineirão. A partida será no domingo às 11h. Até lá, China Azul.

Guerreiro dos Gramados. Nossa torcida, nossa força!

Por: Álvaro Jr