Qual a solução?

Desde a eliminação do Cruzeiro na Copa Sul-Americana e a perca do título mineiro para o Atlético-MG, o #ForaMano tomou conta das redes sociais. E, de fato, os que pedem isto têm razão, afinal, com Mano Menezes no comando, assistir as partidas do Cruzeiro têm sido um parto para o torcedor.

Porém, tendo em vista os ocorridos em 2015 e 2016, onde as trocas de treinadores quase nos levaram à lama, será que agora, na metade da temporada, uma mudança no comando fará bem ao futuro do Cruzeiro? Confesso não ter certeza e, inclusive, tenho medo do que possa acontecer em uma troca de comando.

E não que isto represente uma felicidade com o time de Mano Menezes e com o trabalho desenvolvido pelo gaúcho, mas é preciso pensar, pois hoje no mercado os nomes são escassos. Além disto, caso demita o gaúcho, o Cruzeiro terá de arcar com mais uma multa rescisória inflada, o que aumentaria ainda mais o déficit de cerca de R$30 milhões.

Outro fator a se considerar, é o pleito eleitoral no fim do ano que já esquenta os bastidores do clube. Uma eventual troca de treinadores agora, possivelmente impediria um trabalho à longo prazo, pois o nome contratado só poderia assinar contrato até dezembro de 2017 e, caso se saía bem, ainda passaria por uma sabatina da próxima gestão.

Por outro lado, tem ficado cada vez mais complicado defender a permanência de Mano Menezes no Cruzeiro. O futebol apresentado pelos jogadores – que também têm parcela na culpa – é burocrático, feio e foge às tradições do Cruzeiro.

Para agravar a situação, as escolhas do treinador, em certos momentos, beiram o ridículo e ultrapassam os limites da incoerência. O exemplo mais vivo disto é a insistência em deixar Ramón Ábila fora do time. O argentino, além de ser o artilheiro do time na temporada, já provou que consegue se adaptar – dentro de suas limitações físicas e técnicas – ao esquema de Mano Menezes.

Acompanhando as partidas e as entrevistas do treinador, cada vez mais arrogantes e desanimadoras, não vejo uma perspectiva de melhora. Não acredito, porém, em um rebaixamento ou sofrimento, mas o estilo de jogo adotado é para se manter no meio da tabela, como em 2012, sob a batuta de Celso Roth.

Agora, torcedor, é hora de pensar bem antes de pleitear mudanças. Certamente a diretoria já tem ciência da cobrança da torcida e monitora o mercado, assim como deve exigir de Mano Menezes um melhor rendimento do time. Mas será que, na altura da temporada, com decisões à frente na Copa do Brasil, a melhor saída é a troca de comando? Confesso não saber, mas espero, no mínimo, assistir um futebol decente e digno da história do Cruzeiro.

E aí, torcedor, #ForaMano ou #FicaMano?

Por: Simon Nascimento.