Por um 2016 azul

O ano de 2015 vai embora sem deixar saudades no torcedor cruzeirense. O ano teve altos e baixos, mas os melhores momentos foram seguidos de grandes duchas de água fria. A melhor campanha entre os times da capital na fase classificatória do Mineiro não resistiu ao erro capital de Hêber Roberto Lopes no apagar das luzes da semifinal que valia a vaga na decisão estadual. A vitória sobre o River Plate na Argentina, a única derrota dos alvirrubros no mata-mata da Libertadores, foi seguida por uma partida desastrosa no Mineirão. E a arrancada no returno do Brasileirão sob o comando de Mano Menezes não foi suficiente para alcançar uma vaga no G-4.

Entre (muitos) erros e acertos, a temporada 2015 é daquelas que não ficará marcada positivamente por nenhum aspecto dentro das quatro linhas. A torcida até deu show nas arquibancadas, mas, no futuro, 2015 será lembrado como são 2012 e 2005, temporadas em que a Raposa não conquistou títulos e nem ao menos uma vaga na Libertadores do ano seguinte. Foi apenas a terceira vez no século XXI que isto aconteceu. 2001, 2002, 2003, 2004, 2006, 2008, 2009, 2011, 2013 e 2015 tiveram títulos. 2007 e 2010 foram marcados por conquistas de vaga na Libertadores. O maior clube brasileiro do século XX segundo a IFFHS com isto mostra que temporadas ruins em sua história são exceção, não a regra.

Reagir rápido é, portanto, histórico no clube cinco estrelas. E é o que esperamos para 2016, confiando na nova diretoria formada por Bruno Vicintin e Thiago Scuro como principais lideranças. Os reforços já anunciados são desconhecidos por boa parte da torcida, mas o clube promete que as escolhas foram criteriosas e fruto de muito estudo. Deivid terá sua primeira temporada como treinador. 2016 nasce com mais dúvidas que certezas, mas a nossa camisa é acostumada às conquistas e tem gente competente trabalhando pelas cinco estrelas.

O momento, portanto, é de esperar e torcer. E no clima de final de ano, também de desejar. Um feliz 2016 para todos, especialmente para o nosso Cruzeiro!