Podia ter garantido a vaga (Palmeiras 3 x 3 Cruzeiro – Copa do Brasil 4ª de final)

Salve, guerreiros!

Era para ser uma manhã festiva, feliz, com a classificação para as semifinais praticamente garantida, mas não. Temos um resultado, que não é ruim considerando o regulamento da Copa do Brasil, mas que nos dá uma sensação de derrota. Como é que um time domina a primeira etapa, constrói um placar de 3 x 0 e cede o empate em 15′? Essa é a questão que vamos tentar responder na análise de hoje.

O jogo

Um Cruzeiro absoluto nos primeiros 45′, um time dominado e apático na segunda etapa. Marcação encaixada, contra-ataques rápidos, posso afirmar que foi o melhor primeiro tempo celeste no ano. Já o segundo tempo foi terrível. Um time acuado, desorganizado, parece que Mano Menezes desarrumou o time no intervalo. Passa a sensação de que a palavra de ordem era aceitar a pressão e tomar o empate.

Primeiro tempo

Quando já estava 2 x 0 para a Raposa, que parecia estar jogando em casa, este colunista já imaginava o pós-jogo ufanista que faria… “Avassalador”, Arrasador”, Tremendo” eram alguns dos adjetivos que povoavam meu imaginário. Quando veio o terceiro, não consegui mais pensar em nada. Apenas um êxtase de um placar inimaginável ainda no primeiro tempo. O Palmeiras parecia atordoado, que não se recuperaria do revés que até então lhe era imposto.

Segundo tempo

Agora chegou a hora de responder aquela pergunta lá de cima. O Cruzeiro começou a ceder o empate nas substituições. Romero, amarelado, dá lugar a Hudson, que mais uma vez entra desatento na partida. Não é a primeira vez que o volante entra e cede muitos espaços ao adversário, até que ele “pega no tranco” e passa a marcar com correção.

Outra substituição que não deu para entender, foi a saída de Robinho para a entrada de Ábila. Como é que se coloca em campo um atacante referência, que precisa que a bola chegue, e tira-se o homem responsável pela bola chegar? Ariel que também é um dos homens de bom passe que faz a ligação, saiu para a entrada de Henrique, que voltando de longo período inativo, está sem ritmo.

Como nossa atual zaga não é de confiança, precisa de muita proteção, o que sempre é provido por Lucas Romero. Após sua saída, nossa defesa virou um “Deus nos acuda”. Era apenas uma questão de tempo o Palmeiras conseguir o empate. Ábila ainda teve uma chance de ouro de dar a vitória à Raposa em cruzamento de Thiago Neves, mas um leve desvio na zagueiro palmeirense tirou a bola do alcance do artilheiro argentino.

Se as substituições foram decisivas para o empate, quem as fez é o vilão. Mano fica com nosso “Guerreiro de lata” de hoje. Thiago Neves é nosso “Guerreiro de ouro”. Vai somando números importantes de gols e assistências e tornando-se um dos principais atletas celestes em dois mil e dezessete.

Vamos ao clichê do Copo meio cheio/vazio. Para quem pensa ser um empate por três gols na casa do adversário um ótimo resultado, Copo meio cheio. Para quem considera esse empate ruim depois de ampla vantagem, Copo meio vazio. Sou da turma do meio cheio, pois ficamos com empates por zero, um, ou dois gols como resultados de classificação. Esperemos o “segundo tempo” do confronto no longínquo 26 de julho.

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 3 x 3 CRUZEIRO

Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data: 28 de junho de 2017, quarta-feira
Horário: 21h45 (Brasília)
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)
Assistentes: Alessandro A. Rocha de Matos (BA – FIFA) e Elicarlos Franco de Oliveira (BA)
Público: 32.067 pagantes
Renda: R$ 1.996.242,72
Cartões amarelos: Thiago Santos, Fernando Prass e Willian (Palmeiras); Rafael Sóbis, Ábila, Hudson (Cruzeiro)
Gols:

CRUZEIRO: Thiago Neves (6′ 1T), Robinho (19′ 1T), Alisson (30′ 1T)

PALMEIRAS: Dudu (6′ e 16′ 2T), e Willian (20′ 2T)

PALMEIRAS: Fernando Prass; Fabiano (Egídio), Yerry Mina, Edu Dracena e Zé Roberto; Thiago Santos e Tchê Tchê; Roger Guedes (Keno), Guerra (Borja) e Dudu; Willian. Técnico: Cuca

CRUZEIRO: Fábio; Ezequiel, Léo, Caicedo e Diogo Barbosa; Ariel Cabral (Henrique) e Lucas Romero (Hudson); Robinho (Ábila), Thiago Neves e Alisson; Rafael Sóbis. Técnico:Mano Menezes

Agora só se respira o Clássico em Minas Gerais. O jogo será no Horto, e a PM vetou a torcida do Atlético minúsculo, digo Mineiro (caixas de som) no Independência. Até lá, China Azul.

Guerreiro dos Gramados. Nossa torcida, nossa força!

Por: Álvaro Jr