Pobre Cruzeiro

Começamos o ano de 2017 com uma perspectiva bem diferente das últimas temporadas. Tínhamos uma forte base montada no decorrer de 2016, e conseguimos buscar boas peças no mercado durante a janela de transferências do final do ano. Todos esses fatores propiciaram bastante otimismo ao torcedor Cruzeirense.

A temporada começou a todo vapor, com goleadas e futebol bem jogado. Da forma que gostamos e fomos acostumados. Porém, com o passar dos jogos, a qualidade do nosso futebol teve declínio gigantesco. Más atuações deixaram o torcedor insatisfeito.

Fui contrário ao retorno do Mano Menezes no ano passado. Confesso que criei certa resistência ao mesmo pela sua falta de caráter ao abandonar o clube em um começo de trabalho animador. Mas não apenas este motivo me fez contestar sua contratação. O estilo de jogo do treinador não nos traz segurança e muito menos prazer em ver o time jogar. O Cruzeiro apresenta futebol burocrático que não empolga nem o mais otimista dos torcedores. Começo a imaginar que, o futebol apresentado em sua chegada no ano passado só foi “animador” pois chegamos ao ponto de termos Vanderlei Luxemburgo como técnico àquele ano.

Em 2016 tivemos, no início de ano, desempenho similar ao atual. Bons resultados, mas futebol pobre. Traçando um paralelo, podemos comparar o trabalho de Mano com o de Deivid, com o agravante que no início do ano passado tínhamos, em nosso elenco, jogadores de qualidade bastante questionável. Cenário diferente de 2017, onde temos peças com as quais podemos esperar algo a mais, mas que não vem rendendo o máximo de seu potencial.

Sempre sou favorável à continuidade do trabalho. Creio que todos os profissionais demandam um tempo para se adaptarem a todo um novo conceito de trabalho. É fato que o Cruzeiro vem conseguindo resultados, mas o fraco futebol apresentado nos deixa a incômoda sensação de que montamos um elenco à altura de nossa história, mas com um treinador que não vê problema em se acuar perante aos adversários, independente de quem sejam. Chamam de “retranca”, eu enxergo como covardia.

Espero que o Cruzeiro mude de postura já a partir do próximo compromisso, contra o Atlético-MG. Aguentar toda uma temporada sofrendo de forma desnecessária contra adversários patéticos não é tarefa para o torcedor Cruzeirense. Deixem o sofrimento para os demais.

Por: Luciano Batista