Paciência, com ressalvas.

Confirmada a efetivação de Deivid como treinador do Maior de Minas, uma nuvem de incertezas pairou sobre o céu estrelado.

Ricardo Domingues. E.M D.A

Ricardo Domingues. E.M / D.A

Seu primeiro trabalho como técnico, e já recebe um Cruzeiro em alta, após um bom final de temporada. Entrou no ônibus assentando na janela.

Tenho a opinião de que, às vezes, é necessário trazer novidades para manter nossa motivação, em todos os setores da nossa vida. Depositei muita esperança na efetivação de Deivid, justamente por ser um profissional com novas ideias e aprovação de todo o elenco Cruzeirense. Além de se mostrar muito estudioso e empenhado em prestar bons serviços.

Defendo a tese de que o profissional precisa de tempo para mostrar seu trabalho. Temos cerca de um mês de um novo comando técnico. Quando há mudanças, é natural que ocorram reações em todos os envolvidos que, com o tempo, se adaptam às novidades e entendem com mais facilidade as novas ideias.

É evidente que Deivid é inexperiente e que ainda possui muitas incertezas em alguns aspectos em seu comando técnico e tático. O treinador pode ter a melhor relação com seus comandados, mas, se não tiver conhecimento teórico e facilidade de comunicação para fazer a prática, o trabalho tende a mostrar resultados tardiamente. E, as vezes pode ser tarde demais.

Mesmo defendendo a continuidade no trabalho para a implantação de todo o planejado por Deivid, há algumas coisas praticamente inexplicáveis no trabalho do treinador. O posicionamento de alguns jogadores alimenta meu questionamento.

Até o mais leigo torcedor Cruzeirense sabe que a posição ideal para o Alisson, por exemplo, é na esquerda em nosso ataque. Cortando para o meio e finalizando, ou passando a bola para um companheiro. Ele sempre jogou melhor assim, em todo seu período como profissional.

Todos sabem também que o meia Marcos Vinicius rende mais carregando a bola centralizado, onde cria suas melhores jogadas. Isso já foi provado várias vezes, inclusive já com Deivid como treinador. O próprio jogador deu entrevistas dizendo que prefere jogar nessa posição.

Mas, contrariando toda a lógica, o treinador vem escalando Alisson pela direita no ataque, e Marcos Vinicius pelos lados.

Isso me soa muito estranho pois, durante a pré-temporada, Deivid afirmou que conversaria com seus jogadores e perguntaria onde cada um prefere jogar. Outro fato que agrava a situação é que Deivid já tem quase um ano de clube e ainda não teve a sensibilidade de perceber essas situações. Nem é necessária tanta sensibilidade assim.

Não me importo com as variações táticas testadas a cada jogo, pois entendo que começo de ano com Campeonato Mineiro é tido como período de testes para o restante da temporada. A única coisa que vou cobrar é um time já com um norte, jogando bem e entrosado ao final do Campeonato, pois é para isso que ele serve.

Por: @luciansno