O que temos pra hoje é saudade 2

Salve, Salve Guerreiros! Há cerca de um ano escrevi um texto com o mesmo título deste. Você pode conferir a seguir:

“O que temos pra hoje é saudade, afinal o bom futebol do Cruzeiro dos anos anteriores sumiu de campo. Aquele futebol bem jogado e ao qual sabíamos que íamos vencer toda e qualquer partida desapareceu dos gramados. Sim o elenco mudou bastante, mudou o treinador, mas isso não é desculpa para a perda do bom futebol que encantou e encanta gerações mundo afora.

A essência do futebol cruzeirense é repleta de times com excelente meio de campo, o verdadeiro lugar dos craques. Nomes da estirpe de Dirceu Lopes, Alex e Everton Ribeiro marcaram por aqui e caracterizaram sua geração. Algumas características sempre foram a tônica desses elencos, como os bons passes, jogadas ensaiadas, times copeiros, voluntariosos e sempre nas cabeças de grandes competições. Sim, estamos em fase de reformulação e não sei se esta é a melhor hora pra reconstruir um time, ou seja, no meio da temporada desenvolver um trabalho com peças contratadas por outro treinador. Olhando para o plantel, não vemos muitas opções de qualidade para retomar a historia gigante que construímos ao longo dos anos.

Ninguém duvida que a reconstrução é muito mais complexa que a formulação de uma equipe desde o início, idealizando um padrão de jogo considerado ideal. Mas neste momento, até para realizar contratações pontuais, a complexidade se torna ainda mais evidente. No caso de um meia armador, função carente no futebol brasileiro e principalmente no Cruzeiro, haja visto que estamos há seis meses sem conseguir uma peça para tal função. Neste caso, não consigo explicar se seja incompetência, ineficiência, ou mesmo a falta de vontade da diretoria em tornar real tal contratação. E neste momento de remontagem, um velho nome pode ser uma solução, Sim amigos, Julio Batista pode cadenciar e dar outra cara a este meio campo celeste, talvez a experiência que o meio de campo precise.

Considero o elenco celeste de bom nível, mas para sermos campeões novamente devemos qualificar o elenco com peças pontuais e tentar retomar o bom futebol apresentado. Não podemos fugir da nossa característica de toque de bola, de pressão em casa, de apoiar o time sobre todas as coisas. Como saudosista que sou, continuo tendo a certeza que iremos retomar o futebol apresentado em outras épocas e viver mais algumas novas paginas heroicas e imortais.”

Nobres amigos, este texto, de um ano atrás, serve novamente para este momento, entretanto a saudade agora se aplica também a postura da diretoria. Atualmente medíocre, tendenciosa, parcial e que só quer “mostrar a cara” nas horas boas, pois na hora de encarar o torcedor e falar a verdade cara a cara, o Dr Gilvan se omite, esconde e desaparece, não sei se pra pescar ou para não ter que dar explicações da sua incompetência. Bruno Vicintin, uma esperança até então, vai pelo mesmo caminho.

Deixo neste espaço, destinado ao torcedor, a minha indignação com a postura da diretoria e principalmente a omissão do conselho cruzeirense que aceita passivo os desmandos do Dr. Gilvan sem questionar suas alucinações. Nem mesmo os mais de 45 mil presentes no estádio conseguiram empurrar este elenco medíocre contratado na bacia das almas pelo presidente. Ou o elenco é reforçado com jogadores de qualidade ou vamos ter mais dores de cabeça.

Espero em breve não mais sentir saudades, porque está difícil torcer pra este time que não representa a historia do Maior de Minas. #JuntosSomosMaisFortes

PS: não vou colocar a hashtag #FechadoComOCruzeiro, pois está difícil apoiar quem não nos representa.

Foto: Reprodução / ESPN

Por: Vander Araújo