O que esperar? (Murici 0 x 2 Cruzeiro – Copa do Brasil 3ª fase)

Salve, guerreiros!

Na última coluna lancei um alerta sobre o “padrão Mano” de fazer a Raposa jogar. Falamos sobre o fato, do Cruzeiro fazer o gol e “tirar o pé”, mesmo contra adversários modestos. Isso me preocupa, pois, o que esperar desse time quando começar a enfrentar adversários de mais qualidade? Essa resposta, só o tempo vai trazer. O que podemos fazer é especular, mas, isso não costuma ser muito produtivo, porque o Futebol é mestre em pregar peças. Tudo normal nessa quarta-feira de Copa do Brasil. A Raposa venceu o modesto Murici sem sustos, leva a vantagem excelente de dois gols para seus domínios, onde naturalmente, esperaríamos um placar mais elástico, entretanto, esbarramos sempre no “padrão Mano.”

O jogo

É difícil até comentar! Não sei se podemos chamar o que foi praticado nesta quarta de futebol. Penso que uma roçadeira, um cortador de grama dariam um espetáculo mais interessante. O Murici foi valente. Ao contrário do que se esperava, eles não ficaram trancados na defesa acuados contra um time de mais expressão, como costumamos ver aqui no nosso estadual. Encararam a Raposa de frente, e apagaram com isso, um pouco da má impressão que aquela roça de gramado apresentava.

Primeiro tempo

A dificuldade “gramado”, exigiu bastante adaptação da “squadra” celeste. Foi um tempo inteiro tentando achar um jogo que permitisse ao Cruzeiro construir a vitória com naturalidade. Muitas vezes, o lançamento foi usado como recurso, já que o gramado não privilegiava a técnica mais apurada do escrete azul e branco. Como já dissemos acima, o time da casa encarou o Cruzeiro, já acostumados àquilo que chamam de campo, tocavam a bola com mais eficiência que a Raposa. Alexandre e Kattê incomodaram bastante a defesa azul, mas quando conseguiam finalizar, Rafael estava la para garantir o zero no lado celeste do marcador.

Segundo tempo

Essa etapa da partida foi mais animada. O Cruzeiro continuou buscando uma forma de atuar que lhe permitisse construiu suas jogadas e levar perigo ao Murici. Com muita dificuldade, em jogada de bola parada, Manoel consegue cabecear e achar o gol que daria tranquilidade ao Cruzeiro. Alisson, sem nada produzir, dá lugar a Rafinha. Sem entender, penso que Mano lança Élber apenas para satisfazer sua vontade de se apresentar diante de sua família e amigos, pouco produziu. Ramón Ábila entra no lugar de Rafael Sobis, o que todo torcedor celeste esperava para essa partida, e, é claro, deixa o dele em jogada de infiltração no meio da defesa em tabela com Rafinha.

Vocês podem não concordar, mas Ariel Cabral, sentindo a sombra de Lucas Silva, foi um dos destaques do jogo, entretanto, o Guerreiro de Ouro de hoje fica com Manoel que fez um gol importantíssimo para encaminhar um vitória que, pelas circunstâncias, parecia muito difícil. Guerreiro de Lata vai para Élber, que já deixou de ser promessa para, em minha opinião, virar um decepção. Se cuida, Alisson, você está quase entrando na lista!

FICHA TÉCNICA:
MURICI-AL 0 X 2 CRUZEIRO

Local: Estádio José Gomes da Costa, em Alagoas
Data: 08 de março de 2017, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Assistentes: José Eduardo Calza (RS) e Lucio Flor (RS)
Cartões: Cláudio (Murici-AL); Ezequiel (Cruzeiro)
Gols: Cruzeiro: Manoel, aos 27 do segundo tempo, e Ramon Ábila, aos 43 da etapa complementar

MURICI-AL: Dias; Paulo Sérgio (João Paulo), Cláudio, Edson Veneno e Patrick; Edvaldo, Guêba, Júnior Murici, e Deizinho; Alexandre (Alexsandro) e Kattê (Tarcísio)
Técnico: Remi Calheiros

CRUZEIRO: Rafael; Ezequiel, Léo, Manoel, Fabrício; Henrique, Ariel Cabral, Alisson (Rafinha), Thiago Neves; Arrascaeta (Elber) e Rafael Sóbis (Ramon Ábila)
Técnico: Mano Menezes

Voltamos a atenção ao Campeonato Mineiro onde o Cruzeiro enfrenta o América neste domingo às 16h na Arena Independência. A Raposa precisa vencer para continuar no encalço do Atlético em busca da primeira posição e das vantagens que isso traz na segunda fase do certame. Até lá, China Azul.

 

Guerreiro dos Gramados. Nossa torcida, nossa força!

 

Por: Álvaro Jr