O que esperar do Cruzeiro em 2015?

Desde a saída de Vanderlei Luxemburgo, o Cruzeiro parece ter encontrado um rumo mais profissional para seguir suas atividades. Acabaram os treinos às 16:30, as folgas enquanto os rivais treinavam, as análises equivocadas dos adversários….

O resultado disso até aqui tem sido, de forma até inesperada, imediato. Nos 8 jogos após a queda de Luxemburgo, foram quatro vitórias, três empates e apenas uma derrota. Um aproveitamento de 62,5% que significaria o terceiro lugar na tabela se fosse a marca por 29 rodadas. A zona de rebaixamento vai ficando longe, mas chegar ao G-4 (mesmo que vire G-5) é muito improvável.

Se a equipe mantiver o aproveitamento de 62,5%, por exemplo, terminará o campeonato com 54 pontos. O São Paulo, atual quinto colocado, já alcançou 46 pontos, o que deixa evidente que mantida a recuperação nos termos atuais, não seria suficiente para chegar a principal competição continental na próxima temporada.

É verdade, porém, que nada impede que o time alcance nove vitórias seguidas e com, 64 pontos, talvez alcance a vaga. Mas isto não será feito de uma hora para outra. Demandaria tempo e uma nova avaliação da possibilidade a cada rodada. Diante da imprevisibilidade de que ocorra, parece ser melhor convir que 2016 já deve estar no horizonte do Cruzeiro.

Com 41 atletas no elenco, Mano Menezes reclama (com razão) da dificuldade em avaliar todos os jogadores durante os treinamentos. Mais de uma vez, as atividades foram feitas com quatro times e a comissão se revezando nas instruções aos jogadores. Passo fundamental agora, portanto, é definir quem segue ou não na próxima temporada e já iniciar o processo de encaminhamento destes jogadores para novas equipes, o que só se consolidará ao final da temporada.

O fundamental, porém, é que esta avaliação seja feita com critérios e erros e injustiças minimizados. Com o fato de que não só a comissão técnica, mas também a diretoria com as presenças de Bruno Vicintin e Thiago Scuro se tornaram mais modernas, a torcida tem boas razões para acreditar que o final de 2015 signifique o início da construção de um Cruzeiro forte em 2016.

Por: João Henrique Castro