O que a vitória sobre o Tombense ensina, vista após alguns copos de cerveja

Gostaria de avisar que este não é um pós-jogo, mas uma análise ébria do jogo do Cruzeiro Contra o Tombense.

Vou começar pelo Vinícius (sem o Araújo, por questões de economia de caracteres). Vinícius é tipo um Midas, mas ao invés de ter o toque de ouro, o menino tem o dom do toque de gol.

Dizem que as primeiras palavras que Vinícius falou, quando bebê, foram pra pedir música no Fantástico e que, quando nasceu, ao invés de lhe dar um tapa na bunda, o médico deu um abraço pra comemorar um gol com ele.

No intervalo do jogo (quando já tinha marcado o primeiro gol da partida), Vinícius disse que tinha comentado com Élber que iria entrar e marcar um gol. Ou seja, a mandinga do garoto é tão forte que zicou o, BAIANO, Anselmo (sem Ramon), que acabou saindo pra dar espaço pro moleque entrar.

Posso estar exagerando (culpa da cerveja), mas o último jogador que vi no Cruzeiro com tanto faro para marcar foi o Fred. Sem beijar ninguém no trânsito, Vinícius já conquistou a China Azul.

Claro que, por ser da base, há uma predileção pelo garoto. Do mesmo modo, a torcida está encantada por Alisson e Élber. Isso sem contar Lucas Silva, que está um pouco sem espaço, e os outros garotos que não estrearam.

Vinícius e Élber, aliás, tiveram atuação de gente grande contra o bom time da Tombense (Sim, aquele mesmo que só perdeu para o time de Vespasiano graças à ajudinha do juiz).

Até acho que o Cruzeiro nem jogou tão bem. No jogo contra o Guarani-MG, por exemplo, tivemos mais domínio e corremos menos risco. Mas nesse jogo, vencemos, o que acalma as cornetas e me deixa livre pra falar o que vi.

O Vinícius deve ter tocado umas duas vezes na bola, a primeira pra marcar o dele e a segunda pra dar um passe preciso pro primeiro gol do Everton Ribeiro (aqui sim, tem que colocar o sobrenome porque tem um Everton que não é Ribeiro na equipe).

Everton Ribeiro, por sinal, já merecia fazer o dele há tempo, tem jogado muito no Cruzeiro e, para mim, é o melhor jogador nos quatro jogos da temporada. Cada lance dele me faz ter vontade de mandar um abraço para aquele argentino do Santos. Qual é mesmo o nome dele? Miralles?

O jogo de do último sáboadp, também teve Dagoberto (uma observação: tive uma epifania e descobri que o Dagol é a cara do Tim Tim). Ao contrário do resto do time, Dagol jogou mal contra o Guarani, e bem hoje. Participou pouco, é verdade, mas entrou no segundo tempo e teve oportunidade de dar um passe PERFEITO para o menino Élber marcar o 3º gol dele como profissional.

Cruzeiro tomou sufoco, admito. Fábio até fez o primeiro milagre do ano, ao salvar uma bola cara a cara com Adeílson. Mas, apesar das dificuldades, tudo deu certo em campo. Cruzeiro foi lá e a bola entrou.

Tô gostando de 2013. O Mineirão voltou, o Cruzeiro montou um time legal, temos numeração fixa (tá, não tem nada a ver, mas é uma coisa que todo mundo pedia). Sei lá, acho que a gente já pode começar a ter esperança que a fase ruim passou.

Peço só mais algumas coisas pra esse ano ficar completo (sem contar os títulos, óbvio):

Gol de falta: sério, parece que depois que o Alex foi embora alguém lançou uma praga no Cruzeiro e a gente só pode levar gol de falta, e não mais fazer;

Tirar essa coisa laranja da camisa: Sim. É repetitivo, mas se a coisa engrenar e ganharmos tudo esse ano não quero o laranjão eternizado na camisa campeã para as gerações futuras.

Paciência: Ok. Sou chato com isso, eu sei, mas pô, tem uns aí que parecem que torcem pro Cruzeiro perder só para dizer que estavam certos. O time tá legal e tem muita coisa boa pra tirar das quatro partidas no ano.

Bem, é isso. Gostei da vitória e de todos os autores dos gols. A China Azul tem cada vez mais xodós dentro da equipe. Temos uma geração com vários candidatos a ídolo.

Vou fazer só mais dois comentários antes de encerrar a coluna de hoje.

O primeiro, com relação ao Paulão Caveirão: Não sei vocês, mas eu já estou achando esse cara um mito. Quando perde na corrida, ganha na raça, quando não dá no jeito, vai pela força. Não brinca em serviço e ainda aparece no ataque de vez em quando com lances de “habilidade”. Pode ser meio cedo, ou pode ser só o álcool falando, mas o Paulão está no caminho para se tornar um ídolo celeste.

Que não se perca. Talvez ele seja um Espinoza que deu certo.

Por fim, não posso deixar de comentar o absurdo que foi a entrada no Mineirão. Vários amigos reclamaram da falta de organização e da dificuldade no acesso, inclusive para sócios. Teve gente entrando aos 35 minutos. E não adianta o Cruzeiro lavar as mãos e culpar só a Minas Arena. Somos sócios e somos torcedores do Clube, não da concessionária. Que o Cruzeiro tome as atitudes necessárias pra defender seu torcedor. Estamos de olho.

Por hoje é só. Saudações celestes.