O Globo da Morte

Salve, salve guerreiros. Escrevo este texto em observação e analogia ao Globo da Morte, atração circense em que alguns motoqueiros (loucos da cabeça) ficam girando com suas potentes maquinas dentro de uma esfera de aço. Como é de se esperar, se colocam invariáveis vezes de cabeça para baixo, passando a milímetros uns dos outros, arriscando a vida para divertir os espectadores. Se você, infelizmente, não teve infância, saiba que o globo da morte é uma das principais atrações de alguns dos maiores circos em exibição pelo mundo.

O circo, este esplendoroso centro de arte que encanta e ilude os populares com simples ações, em tantas culturas diferentes. Mas o que esse papo de globo da morte e circo tem a ver com o Cruzeiro? Você deve estar se perguntando se este colunista é maluco (descubra). Mas é exatamente o que vem acontecendo com o Cruzeiro nos últimos dois anos.

O fato de ser uma das atrações mais arriscadas é que proporciona ao globo da morte tirar dos espectadores os maiores suspiros. Mas não parece ser a preferida da diretoria cruzeirense, que prefere usar todo o seu arsenal pastelão para tratar seu torcedor como palhaço. Prova disso é retirar benefícios na aquisição de ingressos, mesmo com o time brigando contro o rebaixamento e ostentando a terceira melhor média de público no campeonato.

Sim, a diretoria cruzeirense nos últimos dois anos tem usado de toda a sua prepotência com o torcedor. Em 2015, com Gilvan assinando e atestando verdadeiras atrocidades contra o clube. Além de não se preparar adequadamente, cansou de mostrar sua arrogância na hora de lidar com a razão do clube existir. Além de dar entrada questionável a diversos empresários, que nos empurraram goela abaixo jogadores sem qualidade para vestir nossas cinco estrelas. E mesmo com toda a receita oriunda das vendas dos bicampeões brasileiros, não foi capaz de montar um plantel decente.

Múmias que em nada acrescentam ao Cruzeiro continuam tendo transito livre dentro do clube. Precisamos de uma gestão competitiva, responsável, objetiva e ousada visando grandes conquistas. Quem toma as decisões pela instituição precisa honrar as cores do clube de corpo e alma, e deve se imbuir para fazer o melhor para o Cruzeiro. Nosso clube não pode persistir nessa realidade de lutar contra o rebaixamento, mas almejar sempre os lugares cimeiros na tabela e ter os títulos como principal objetivo.

Não considero sanar as contas do clube como mérito, mas sim obrigação de qualquer dirigente. Os erros cometidos com a escolha das comissões técnicas nos fazem pagar, no mesmo ano, salario de três treinadores. Efetivar Deivid sem ter confiança e depois trazer um europeu sem dar tempo para desenvolver um trabalho é burrice. Celebrar contrato com jogador por 2 anos e emprestar com 6 meses de clube é dar tiro no pé. Os dirigentes tem a obrigação de agir com mais inteligência no mercado, mas, principalmente, com respeito ao Maior Clube de Minas Gerais. Respeito ao Cruzeiro é OBRIGAÇÃO!

O ano de 2016 não acabou, ainda teremos que ralar muito para assegurar a manutenção na Série A, mas o planejamento de 2017 já precisa estar traçado e entrando em vigor. A este dirigente que se julga acima dos outros seres humanos deve deixar a vaidade de lado e ser humilde, buscando auxilio de quem realmente entende de futebol, gestão e relacionamento com os meios que o cercam. Ser gestor não significa mandar em todos, mas sim liderar em prol de um objetivo comum.

Por: Vander Araujo