O controverso Gilvan de Pinho Tavares

Gilvan não é unanimidade em nossa torcida, isto é fato. Inclusive, hoje em dia, acho que possui mais odiadores, do que pessoas que admiram seu trabalho. Eleito contra a vontade da torcida em 2011, para o triênio 2012-2014, Gilvan enfrentou concorrência de Alberto Rodrigues, nome muito prestigiado pela torcida. Mas, com força política, e pela indicação de Zezé Perrela, acabou vencendo o adversário nas urnas. Seu antecessor, na prática, já havia passado o bastão desde 2011, então Gilvan já exerceu a atividade desde meados daquele ano. Recebeu um clube quebrado, atrasando salários e com um elenco fraco. Deu declarações infelizes contra a manifestação dos jogadores reivindicando seus direitos. Começou mal.

Em 2012, seu primeiro ano como presidente em exercício, montou um time fraquíssimo, com ajuda do, também fraquíssimo, Dimas Fonseca. Sem dinheiro e criatividade, o clube fez uma campanha mediana àquele ano. Vale ressaltar que o treinador da época era Vagner Mancini, bancado por Gilvan após salvar o clube do rebaixamento no ano anterior. Mas a efetivação do treinador em 2012 foi bastante criticada por todos. Segundo atrito gerado pela “cabeça dura” do nosso presidente.

Na metade do ano e com um time mediano, veio o primeiro grande acerto. A contratação de Alexandre Mattos para a vaga de Dimas Fonseca, que não suportou a pressão da torcida e pediu para sair. Talvez essa tenha sido a única demonstração de humildade do Gilvan, entregando o principal produto do clube nas mãos de gente competente, admitindo que não entende absolutamente nada de futebol. Pesou para a contratação de Mattos o projeto apresentado pelo presidente. Terminamos o ano com um time modesto, mas o nível das contratações melhorou bastante no segundo semestre.

Os anos seguintes foram de glórias. Investimento alto, visando títulos, e de um trabalho muito bem feito pela diretoria. Ótimo elenco, com salários em dia e torcida confiante. Aliado ao bom momento e com o projeto de time, que passava pela reabertura do Mineirão, veio o segundo grande acerto. A reformulação do plano de Sócios, que estava praticamente sucateado, e hoje é exemplo de sucesso. Mais uma fonte de receita para o clube. Tudo sob a gestão do Dr. Gilvan. Ponto pra ele. Entretanto, os anos seguintes tem sido desastrosos. A arrogância falou mais alto.

O sucesso subiu à cabeça, e, quando foram necessários ajustes para manter as contas em dia, o presidente foi se metendo em assuntos que não lhe eram pertinentes. Dando pitaco em contratações, e dando demonstrações públicas de incompetência e má relação com seus funcionários. Uma má gerência escancarada também pelas contratações inexplicáveis e pela irresponsabilidade com o capital do clube. Foi uma sucessão de erros, onde o ego falou mais alto. Talvez o fato de ter se candidatado a deputado e perdido as eleições de 2014 tenha alguma influência na administração atual, mas não é algo que se possa afirmar com certeza. Esta, fica para a constatação de que a gestão tem sido muito ruim. O que nomes como Benecy, Valdir Barbosa, Luxemburgo e Tinoco não deixam dúvidas.

Gilvan tem erros e acertos em todo este período como presidente do Maior de Minas. Pesa a seu favor, o elenco histórico de 2013/14, mas há quem questione sua competência na gerência daquele time, sob a alegação de que o trabalho foi conduzido por Mattos e Marcelo Oliveira. Começo a concordar com essas pessoas e, com o passar do tempo, chego à conclusão de que o que falta ao nosso presidente está bem claro: humildade.

Por: Luciano Batista