No fio da navalha

Foto: Maurício Paulucci/ GE – TV Globo.

Salve Nação!

Passada às temporadas 2013 e 2014, o cruzeirense tinha algumas certezas: de que éramos, de fato, o melhor time do Brasil; de que Marcelo Oliveira tinha sérios problemas em vencer clássicos, apesar do bicampeonato excepcional; e que Mayke, o jovem lateral direito recém-promovido da base, seria o futuro da posição no time celeste por algum tempo.

Pois bem, a temporada 2014 chegou ao fim e, com ela, também, o futebol de Mayke. Após inúmeras sondagens do futebol português e das negativas da comitiva celeste, o jogador permaneceu em BH e pouco rendeu em campo. O destaque, desde então, foi no departamento médico da Toca da Raposa II. Após a saída de Ceará e às seguidas lesões de Mayke, a diretoria até tentou dar um fim ao problema, mas Lucas, que chegou do Palmeiras na negociação que envolveu a também vinda de Robinho e a ida de Fabiano e Fabrício aos paulistas, não vingou e nem no elenco está mais. Assim, novamente, a camisa 2 estaria retornando para Mayke.

Entrando em sua quinta temporada como profissional, o lateral de 24 anos receberá das mãos de Mano Menezes mais uma chance de reencontrar o bom e velho futebol que o levou a conquistar premiações individuais no biênio 2013/14. A oportunidade não é bem-quista apenas por Mano. Em entrevistas durante o período de férias, Dr. Gilvan foi enfático ao dizer que a presença de Mayke, em totais condições de jogo, descartaria qualquer contratação para a lateral direita.

Mas, e agora? Será que poderemos contar novamente com o jogador? Será que o bom futebol de outrora voltará? Será que, enfim, Mayke irá retornar toda a expectativa depositada pela torcida, diretoria e imprensa em seu futebol? A resposta exata eu não tenho e acredito que nenhum torcedor deva ter, afinal, a carreira do jovem natural de Carangola se tornou um intenso mar de dúvidas. Se manter bem fisicamente é o primeiro passo para a tão necessária afirmação de um jogador que parecia ter a Seleção Brasileira como destino certo.

Contudo, mesmo em meio às desconfianças, inclusive às minhas, considero a temporada 2017 como um caminho crucial para que Mayke possa retomar seu crescimento profissional no Cruzeiro. Sua qualidade nós já conhecemos, se a sorte contribuir e as lesões não voltarem à rotina, dependerá exclusivamente do lateral o seu bom rendimento em campo. Uma boa temporada pode resultar em um gordo contrato e a tão sonhada ida para o futebol europeu. Todavia, outro insucesso em 2017, colocaria Mayke na prateleira das eternas promessas.

De toda esta celeuma, a única certeza visível é que o fio da navalha chegou para o lateral e, agora, em 2017, “ou vai, ou racha”. Afinal, o Cruzeiro não pode, não deve e é grande demais para ficar à mercê de algum profissional.

Por: Simon Nascimento