28 ago Marcelo e Guilherme (talvez Mattos, Marcone….) O Cruzeiro odeia quem é profissional!


No dia 03 de agosto de 2015, o “treinador” Vanderlei Luxemburgo sentenciou: “O bicampeonato acabou.” O atual responsável pela gestão do elenco cruzeirense emitiu a seguinte frase para aliviar as pressões que recaem sobre os maus resultados da equipe na temporada. Não é possível cobrar o atual elenco como se fossem os bicampeões. Ele está certo! O bicampeonato acabou. Mas não para por aí. O Cruzeiro que valoriza quem é profissional também.

Em dezembro, o diretor de futebol Alexandre Mattos deixou o clube. Sua saída é ainda hoje cercada de mistérios. Ter permanecido como diretor enquanto negociava sua saída para o Palmeiras foi um absurdo. Desconheço as razões que o levaram a deixar a Raposa, mas ele era parte do bicampeonato. Foi só o primeiro dos profissionais a sair. Talvez não fosse possível mantê-lo, mas uma reposição era necessária. Não veio por muito tempo. Mas a sangria não parou por aí.

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Egídio, Nilton, Marcelo Moreno, Lucas Silva, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart também saíram. Receberam boas propostas. Natural no futebol. Vieram os reforços para a temporada. Valores como De Arrascaeta e Gabriel Xavier. Também refugos como Seymour e Riascos. A qualidade indiscutivelmente caiu.

O ano seguiu e em junho Marcelo Oliveira, treinador que não foi ouvido em seus pedidos de reforços, caiu. E não caiu de qualquer forma. Foi demitido após preparar a lista de relacionados para o jogo do dia seguinte contra o Flamengo. Na demissão, foi avisado. “Você sai e Luxemburgo chega. Pode ir até a sala de imprensa se despedir.” E aquela imagem melancólica do bicampeão brasileiro saindo pela porta dos fundos até hoje fica na rotina.

De repente, tudo ficou estranho. O diretor de marketing Marcone Barbosa deixou o clube após mais de uma década de casa. Valdir Barbosa, muito questionado pela torcida, fez o mesmo. A busca pelo diretor de futebol terminou e chegou Isaías Tinoco, parceiro de Vanderlei Luxemburgo de longa data.

Porque Marcone e Valdir saíram eu também não sei. Mas de forma estranha Vanderlei Luxemburgo e Isaías Tinoco ganharam respaldo para uma restruturação importante no clube. Jogadores como Marinho e Uillian Corrêa chegaram a pedido do treinador, valorização que Marcelo no início da temporada não teve.

O ano seguiu. O time é o que menos realiza treinos técnicos e táticos na Série A, o que é acompanhado de perto por parte da torcida a cada dia desperdiçado na Toca da Raposa II. Jornalistas “chapa branca” nas coletivas elogiam o “trabalho” do “treinador”, seus resultados passados (apagando a lamentável última década do seu currículo), sua história e mesmo o fato de Luxemburgo ter tirado o Cruzeiro da zona de rebaixamento (ele chegou na 5ª rodada e o time titular havia atuado uma única vez na competição).

Mas o bicampeonato acabou! E nesta sexta-feira vejam, que ironia, o autor do livro do Tetra foi o último profissional a ser abortado do clube em 2015. Não só do clube, aliás. Teve sabotada a sua carreira profissional.

O jornalista Guilherme Guimarães foi demitido do Jornal O Tempo. Circula a informação que o motivo seria a insatisfação do clube com as críticas de Guilherme em seus textos. Não posso atestar a veracidade do fato. Não conversei com Guilherme, mas o sindicato dos jornalistas de Minas Gerais após o fato se posicionou contra o Cruzeiro Esporte Clube acusando-o de constranger os profissionais de comunicação que cobrem e analisam os fatos do clube.

Não sei em que momento isto aconteceu, mas não mais que de repente vemos a destruição que a instituição Cruzeiro Esporte Clube foi vítima em 2015. Fica difícil acreditar que a saída de tantos profissionais ligados ao clube foi algo fortuito, aleatório. É estranho, mas o clube exemplo de organização do bicampeonato parece ter tomado ódio de quem fez parte desta história.

Hoje, o “treinador” do clube não treina. Na coletiva desta sexta-feira, mencionou que não tem problemas com os jornalistas que fazem a cobertura do dia-a-dia, mas os que não estão na Toca muitas vezes jogam contra. Ele não admite críticas. O clube, também não.

Na diretoria de futebol, temos Isaías Tinoco. Décadas no futebol e incapaz de saber o tamanho da instituição Cruzeiro Esporte Clube como demonstrou na coletiva da última quarta-feira. Envolvido em situações estranhas como o aliciamento do volante Eduardo, ainda menor de idade, para assinar com determinado empresário se quisesse seguir atuando no Guarani, onde Tinoco tinha cargo na gestão do futebol tempos atrás.

Após a eliminação para o Palmeiras, o diretor de comunicação Guilherme Mendes, em nome de Gilvan, disse que Luxemburgo seguia prestigiado pelo presidente. Isaías Tinoco, após a atrapalhada coletiva, gravou uma notinha de desculpas e segue firme no cargo. A culpa da má fase, pelo visto, deve ser da imprensa, a quem o clube neste momento procura pautar. Os “profissionais” que desagradam a torcida e de conduta discutível, seguem prestigiadíssimos.

O texto é um desabafo e encerro com um abraço ao amigo Guilherme Guimarães. Guilherme Piu começou sua trajetória como jornalista no Guerreiro dos Gramados. É ético e profissional ao ponto de poder fazer a cobertura de Cruzeiro ou de Atlético-MG com a mesma qualidade. E é a atual vítima de um Cruzeiro que parece odiar quem é profissional.

Sinto muito, meu amigo. A família Guerreiro dos Gramados está com você e deseja sucesso na sua carreira. Quem é profissional, sempre alcança. Mesmo que a ação de quem odeia quem trabalha sério muitas vezes possa ser um obstáculo.

Por: João Henrique Castro


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