Isso cê num conta…

A maldição do Ginásio do Horto parece ter ido para o espaço de vez. Terceira vitória celeste consecutiva em clássicos contra o Atlético-MG no estádio do América, novamente em um triunfo incontestável. E alguns indicadores mostram que o placar poderia ter sido ainda mais elástico e obtido com menos sofrimento, caso a arbitragem tivesse atuado de modo mais justo. O trio foi caseiro, inclusive na aplicação dos cartões, embora tenha errado em apenas um lance capital: o segundo gol atleticano, marcado por Fred. O lateral Patrick recebe a bola em claro impedimento e dá a assistência para o empate. A imagem não deixa dúvidas e o bandeira não marcou porquê não quis.

Nem vou entrar no mérito das expulsões, Marcos Rocha e Bryan foram escolhidos por estarem exaltados naquele bolo que se formou. O zagueiro Gabriel, que causou todo o problema ao chutar Arrascaeta sem bola, não foi amarelado no lance. E fez outra falta feia em Arrascaeta no fim, mas o juiz optou por marcar apenas a infração. Romero realmente deu um carrinho feio que não pegou a bola. Mas Leandro Donizete tentou dar UM COICE no volante, minutos antes. Apenas um exemplo daquilo que foi uma tônica nas marcações do homem do apito: dois pesos e duas medidas.

Ser prejudicado nos jogos contra o Atlético-MG é uma constante nos últimos anos. Sem precisar se esforçar muito, no primeiro jogo da final da Copa do Brasil em 2014, gol de Luan em impedimento. Brasileiro do mesmo ano, Otamendi faz pênalti claro dando um ‘rapa’ com a mão na bola, não assinalado, e no mesmo jogo, penalidade mal marcada sobre Leonardo Silva que resultaria no gol de empate e impedimento absurdo assinalado de Alisson, que sairia na cara do gol. Semifinal do Mineiro 2015, Edcarlos chuta o rosto de Leandro Damião, o árbitro Heber Roberto Lopes é avisado pelo quarto árbitro, mas não marca. Brasileirão 2015, novo gol de Luan em límpido impedimento.

Isso mostra dois pontos: essa sequência de erros em tantos jogos envolvendo as mesmas equipes NÃO É COINCIDÊNCIA. Algo precisa ser feito e eu não esqueci das manobras e artimanhas desenvolvidas por Castellar e seus black caps. O segundo ponto, é chover no molhado: como a imprensa mineira segue ridiculamente parcial. O diretor de imagens da Globo colocou o replay do impedimento de Patrick na tela para ser comentado. Jaime Junior, Bob Faria e Márcio Rezende de Freitas se calaram, por constrangedores segundos. Eles simplesmente se negaram a comentar um fato do jogo, um erro decisivo. A empolgação pelo gol do seu novo ídolo deve ter sido maior.

Vitória, por si só, já é boa. Mas essa de ontem… Contra adversário, arbitragem, dinheiro infinito e mal explicado, na casa do adversário, calando a torcida “faz gol que canta”, com balõezinhos de Série B pairando e comemoração de galinha. Ingredientes selecionados para uma tarde memorável. #FechadoComOCruzeiro

 Por: Emerson Araujo