Hora de replanejar

Salve Nação!

Todo fim e início de temporada uma palavra reluta em aparecer nos noticiários esportivos, estou falando do famoso planejamento. O sucesso e o insucesso de uma temporada sempre serão creditados à presença dele, ou a falta dele.

O Cruzeiro após a entrada de Bruno Vicintin e Thiago Scuro em setembro de 2015, claramente já se planejava para a temporada 2016. O contrato de dois anos com Mano Menezes explica isto. O que eles não esperavam era a precoce saída de Mano após 3 meses de um bom trabalho, fazendo com que todo o planejamento começasse do zero. A aposta em Deivid foi uma tentativa de amenizar o estrago feito pelos chineses com a saída de Mano. Alguém que estava aqui e conhecia todo o elenco poderia seguir com o trabalho iniciado. O que mudaria, talvez, seria o perfil dos jogadores a serem contratados. Perfil este, que seria previamente analisado pelo departamento de análise de desempenho.

Acredito que aí ocorreu o grande problema que resulta hoje em um time apático, lento e sem padrão. Deivid não aparenta conhecer bem o elenco como todos imaginavam e os recém-contratados, assim como todo o time, não conseguem desenvolver um bom futebol. A proposta de diminuir os gastos do clube enxugando a folha salarial foi eficiente, mas deixou alguns setores do time fragilizados. Tínhamos 3 laterais esquerdos no elenco, Mena e Pará foram emprestados (o último sem motivo, a meu ver) e sobrou para o limitado Fabrício a missão de assumir a lateral esquerda.  A lateral direita conta com Mayke, que segue sem mostrar futebol e o esforçado Fabiano que aos trancos e barrancos segue de titular. Outros setores que se mostram fragilizados são o meio campo e o ataque. O Cruzeiro carece, desde 2015, de um armador de jogadas e de um goleador.

Entendo as dificuldades financeiras do clube, mas um time da grande do Cruzeiro não pode se dar ao luxo de apostar tanto em um ano. Por mais que os recém contratados sejam bons jogadores, nenhum deles – a não ser Romero – chega com status de titular. Já no comando técnico, foi mais uma aposta perigosa que parece ter prazo de término.

Ainda é tempo de replanejar tudo o que foi feito de errado. Hoje, sou a favor da troca do comando técnico. Deivid não me convenceu como treinador. Precisa ganhar rodagem em times de menor expressão e ser um pouco mais humilde. Quanto ao elenco, acredito que um armador e um lateral esquerdo resolvam o problema, mas é preciso agir rápido enquanto a temporada ainda nos dá tempo de reação.

Espero que Bruno, Thiago e Gilvan estejam atentos ao futebol apresentado pelo Cruzeiro e não se enganem com a liderança enganosa do Mineiro. Precisamos de mudanças dentro e fora de campo. Afinal, as entrevistas para dar satisfações ao torcedor pela temporada até aqui, desanimadora, estão cada vez mais escassas.

Por: Simon Henrique