A hora da verdade

O Cruzeiro inicia hoje o que eu chamo de “A Hora da Verdade”. Fui ao passado buscar tal adjetivo me baseando no filme do Daniel San que a Sessão da Tarde virava e mexia, repetia. Pelo menos duas vezes por mês. Agora vocês me perguntam: o que o pupilo do Sr. Miyagi e o Cruzeiro tem em comum? Tentarei explicar a seguir.

O time celeste possui um retrospecto negativo quando se trata de confrontos diretos (eu mesmo cheguei a soltar um baita palavrão quando vi quem seria o nosso adversário nessa fase da Copa do Brasil). Numa comparação com o Daniel San, todas as vezes que o Cruzeiro esbarrou com o Loirinho lá do Cobra Kai durante a trama, apanhou. Porém, ao contrário do Brasileirão, a história não é lá muito feliz, mas se tratando de mata-mata o papo é outro.

Quem não se lembra do gol de falta no apagar das luzes dentro da nossa toca três marcado pelo Giovanni, em 2000? Gol esse que nos deu o terceiro caneco da competição nacional – estou chorando só de lembrar. Voltando um pouco menos no tempo, entre 2009 e 2015, a história se repetiu quando o Zerão passou pelo tricolor nas quartas e oitavas de final da Libertadores. Fazendo um paralelo com o filme da década de 80, Daniel San no Campeonato de Karatê venceu o seu adversário, se sagrando campeão.

Até chegar nesse momento de decisões (e falo isso não apenas pelo confronto da Copa do Brasil, mas também pela semi do Mineiro e Sulamericana), o Cruzeiro acumula 19 jogos, sendo 15 vitórias e 4 empates. É o único clube entre os times da Série A que se encontra invicto na temporada. É fato que houve uma queda no rendimento, com o time vencendo os últimos jogos sim, mas passando sufoco nos dez minutos finais.

Outro fato é que agora o ano começou para o time azul estrelado e todos os testes que o técnico Mano Menezes poderia fazer com o elenco já foram feitos. Em comparações com os elencos – fraquíssimos – de 2015 e 2016, esse ano a Raposa conta com um escrete onde há briga por vaga em todos os setores: do goleiro ao atacante. Se bobear até o roupeiro está ameaçado de ficar na reserva! Quem nos viu, quem nos vê…

O Cruzeiro tem qualidade, basta colocá-la dentro de campo. No caso de Daniel San, no tatame. Ao enfrentar o São Paulo, a Raposa não pode, e nem deve, ter medo, jogando apenas por uma bola. Tem que entrar e atacar. Qualidade individual e conjunta, o elenco possui.  Já dizia Sr. Miyagi: “Certo perder para oponente, não perder para o medo”. Avante, celestes.

Por: Felipe Ribeiro