Enfim, ‘cheirinho’ de planejamento

Salve Nação!

Após apanharmos duas temporadas seguidas por erros ocasionados pela desordem da gestão comandada por Dr. Gilvan, podemos, agora, pensar em um 2017 tranquilo e, quem sabe, vencedor. Se nos anos anteriores sobraram erros no início da temporada, neste que se inicia, mesmo após a nebulosa saída de Thiago Scuro e a lacuna na direção de futebol, o Cruzeiro, até então, trabalhou e trabalha bem.

Contratações pontuais, manutenção da comissão técnica, chegada de Tinga e a ascensão, mesmo que temporária, de Klauss Câmara – diretor de futebol da base que conduziu as negociações com Thiago Neves foram assertivas que trazem de volta à Toca da Raposa um ar de tranquilidade não visto desde o fim de 2014.

Sem aventuras no mercado sul americano e utilizando suas moedas de troca, o Cruzeiro conseguiu repor às carências do elenco. Caicedo, eleito o melhor zagueiro do futebol equatoriano e um dos destaques da última edição da Libertadores, chega para a vaga de Bruno Rodrigo; Diego Barbosa, que alternou bons e maus momentos no Botafogo, desembarcou em BH com “pompa” de titular, mas brigará com Edimar e Bryan pela posição; Hudson, outro que também não conseguiu manter uma regularidade no São Paulo, apesar de sua comprovada qualidade, terá, inicialmente, de disputar posição com Henrique, titular absoluto no meio celeste.

O destaque, pois, fica para Thiago Neves que, em outrora, foi protagonista na dupla Fla Flu. Após passagem pelo mundo arábe, o meia de 31 anos chega para recuperar seu prestígio em território nacional e, também, para ocupar a lacuna no meio campo celeste, que persiste desde a saída da dupla Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart.

Talvez o único buraco que ainda possa ser preenchido é na lateral direita, afinal, o Cruzeiro conta apenas com Mayke (lesionado) e Ezequiel, já que Fabiano não deve mesmo permanecer por aqui. Nesse contexto, convenhamos que, na prática, se levarmos em consideração os últimos anos, a presença de Mayke não é tão certa assim.

Se o que foi feito por Gilvan e Vicintin surtirá resultados, só o tempo dirá. Mas, após tantos erros e críticas é preciso, hoje, aplaudir o trabalho feito. Por mais que alguns pontos ainda precisam ser revistos como a indefinição na direção de futebol, o Cruzeiro começa 2017 com objetivos bem traçados, contratações coerentes, elenco consistente e comissão técnica de confiança. Há de se destacar, também, a presença de Tinga como gerente de futebol, já comentada com eficiência pelo companheiro Gener Galvão, ontem, no Guerreiro dos Gramados.

É preciso, agora, conter a empolgação e voltar ao nosso papel, àquele que cumprimos com louvor em 2015 e 2016, de torcer, apoiar, cobrar e, se preciso vaiar!

Por: Simon Nascimento 

Foto: Washington Alves/ Light Press/ Cruzeiro