Em dois tempos distintos, Cruzeiro é derrotado pela Ponte Preta por ineficiência do ataque

Cruzeiro e Ponte Preta se enfrentaram nesta quinta-feira em Campinas e a partida pode muito bem ser dividida em duas partes. Uma em que o Cruzeiro mereceu ser massacrado e outra onde o time celeste lutou pelo empate.  A primeira etapa do duelo até começou com a Raposa tendo maior posse de bola, mas a medida que a Ponte Preta ia se soltando em campo, a equipe cinco estrelas caía de produção e cedia espaços ao adversário.

Com dificuldades na troca de passes, só Marcelo Oliveira errou sete nos primeiros 45 minutos, o Cruzeiro passou a ser alvo de frequentes contra-ataques e a ter Rafael Donato frequentemente envolvido pelo ataque pontepretano. Em alguns momentos, Fábio interviu e consegui salvar, mas aos 33 minutos não teve jeito: Luan fez bom cruzamento e Roger se aproveitou de nova falha de Donato para cabecear firme e sem chances de defesa para o goleiro cruzeirense.

Nem mesmo o gol, que já dava sinais de que sairia muito antes de ocorrer, foi capaz de fazer o Cruzeiro acordar no primeiro tempo. Celso Roth, aos 40 minutos, já mandava Diego Renan e Élber para o aquecimento mostrando sua insatisfação com a equipe. Por sorte, a ineficiência ofensiva adversária foi grande e a Raposa conseguiu descer para os vestiários com a desvantagem mínima no placar.

Se o ataque da Ponte foi medíocre no primeiro tempo, no segundo foi a vez da linha ofensiva cruzeirense ser ainda pior. Na volta do intervalo, Roth lançou Fabinho no lugar de Souza e, pouco tempo depois, Élber na vaga de Marcelo Oliveira.

Dessa vez, o treinador acertou, sacando os dois piores em campo até o momento e a Raposa voltou para o jogo. Com bolas cruzadas na área e pouca criação, porém, foram poucos os lances de perigo.

A entrada de Wellington Paulista no lugar de Martinuccio, aos 22 do segundo tempo, chegou a parecer que seria uma boa quando o atacante finalizou em sua primeira jogada e Fabinho perdeu gol feito na sobra. Na sequência do jogo, porém, Wellington voltou ao usual jogo de combate com os zagueiros e desapareceu do jogo.

Desarrumado e sem estrutura em campo, o Cruzeiro até tentou, mas não conseguiu empatar a partida. Se serve de consolo, ficou mais uma vez escancarado que o time precisa de mudanças importantes para 2013 e a derrota, certamente, dificulta que alguns problemas, como a deficiência do ataque, possam passar batido aos olhos da torcida e da diretoria.

Foto: Ari Ferreira/Agência Lance