E se?

Atual campeão da Copa do Brasil; Vice-líder do Brasileirão; Time com melhor regularidade no segundo semestre; treze partidas sem perder. O Cruzeiro tem alcançado uma regularidade impressionante nesta segunda metade do ano. Além de ter conquistado o pentacampeonato da Copa do Brasil, a Raposa vem conseguindo ótimos resultados e contradizendo o roteiro: mesmo com o título do torneio nacional já alcançado, ainda há chances -mesmo que remotas-, de também conquistar o Brasileirão.

E o Escrete Celeste busca alcançar um feito que só o Cruzeiro já conquistou. Isso em 2003, ano da Tríplice Coroa, quando conquistamos na mesma temporada o título da Copa do Brasil e também do Brasileirão. Naquele ano, o time ficou marcado por alcançar uma regularidade incrível durante toda a temporada, consequência de tamanho esforço foi a conquista de vários títulos em um mesmo ano. Agora, o nosso time só chegou à regularidade na segunda metade do ano, e mesmo com chances pequenas de conquistar um segundo título nacional, o “se” começa a atormentar a cabeça do sonhador cruzeirense.

Mas … SE o Cruzeiro não perdesse pontos bobos como as derrotas consecutivas para a Chapecoense (em casa) e para o Bahia no início da competição? E SE não perdesse para a Ponte Preta e para o Avaí? E SE não sofresse a virada para o São Paulo em pleno Morumbi lotado? E SE não deixasse o Corinthians empatar após segurar 0 1 a 0?

São vários “SE”, mas também várias respostas. Respostas complexas que nunca chegarão a um ponto comum. O que resta ao Cruzeiro é abandonar o passado recente e concentrar-se no… presente. Isso mesmo, não nos tempos que já se passaram, nem nos que virão. O time tem que continuar jogando com a mesma naturalidade que tem alcançado. Com o mesmo estilo mineirinho. Quem sabe a consequência disso seja das melhores para os cruzeirenses? O que nos resta é apoiar o time, cobrar o que tem que ser cobrado e torcer jogo a jogo, mas sem esquecer, é claro, que futebol é uma caixinha de surpresas e a esperança é a última que morre.

Guerreiro dos Gramados. Nossa torcida, nossa força!

Por: Victor Paixão