Diário de Bordo: Um mochileiro de passagem pela Argentina

Salve Nação Celeste! Bela vitória não foi? O Cruzeiro foi extremamente competente e se impôs em La Plata na melhor atuação fora de casa na Libertadores. Assistiro jogo no estádio foi uma experiência  fenomenal, mas amanha conto com mais detalhes como foi, pois agora, como bom viajante, quero falar de outro assunto.

Durante meus dias em Buenos Aires me hospedei em um local chamado Pax Hostel Buenos Aires. Não, caro leitor, você não leu errado. É hostel mesmo e não hotel. E este”S” aí no meio faz toda a diferença.

Quando cheguei ao Hostel fui recebido por David, um peruano, e Alicia, uma australiana, ambosfuncionários do local. A sala do hostel encontrava-se cheia de hóspedes, pessoas de vários locais do mundo, e um quadro logo me chamou a atenção.

Havia no vidro do Hostel uma extensa programação de atividades. Jogos de futebol, festas, passeios de bicicleta. Todos os dias da semana após as 17 horas havia algo para fazer que unia a todos os hóspedes interessados. Como se fosse necessário um esforço para unir as pessoas que se hospedavam lá, afinal quase todos os espaços são coletivos.

Para economizar, um hostel é sempre melhor que um hotel. Grande parte dos cruzeirenses aqui em Buenos Aires optou por este caminho e, além de salvar uma graninha, se divertiu a valer.

Eu, por exemplo, participei de um evento chamado Empanados Night. Uma festa em que você pagava apenas 60 pesos (menos que 30 reais) e podia comer quantos empanados (uma espécie de esfirra recheada de frango ou de boi) e beber quantas cervejas aguentasse durante duas horas.

O mais interessante, no entanto, nem era esta possibilidade. A chance de conversar com pessoas de vários lugares do mundo é uma oportunidade ímpar e, é claro, de saber o que os estrangeiros pensam sobre o nosso Cruzeiro.

“O time de Gomes” disse o inglês torcedor do Tottenham. “Foi lá que o Ronaldo começou”, lembrou o barcelonista. A capacidade do Cruzeiro de revelar jogadores é tamanha que os europeus conhecem nossa camisa e chegam a afirmar sem medo de errar que o Cruzeiro é uma verdadeira escola do futebol brasileiro.

No entanto nem somente de situações positivas se constrói um hostel. Como tudo é compartilhado por todos (banheiro, dormitório, sala, cozinha…) você acaba vivendo em uma verdadeira bagunça.

Existe um espaço para guardar seus objetos, mas é necessário ter seu próprio cadeado para mante-los com segurança. No quarto todos entram e saem durante todo o tempo e é bom se precaver, mas não vi ninguém reclamar de ter perdido nada por lá.

A experiência de conviver com tanta gente diferente de forma tão intensa por alguns dias, entretanto, supera qualquer uma das limitações de privacidade que, de fato, existem em um espaço assim. Muitos cruzeirenses que ficaram em hotéis lamentaram quando ficaram sabendo das experiências de quem estava em um hostel. Para quem deseja ir à Buenos Aires, conhecer pessoas e, ainda por cima, gastar pouco, eis aí um ótimo lugar.

Veja mais fotos do Diário de Bordo.

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Guerreiro dos Gramados. Nossa Torcida, Nossa Força!

João Henrique Castro (@jhfcastro), tem 23 anos. Mineiro radicado no Rio de Janeiro,graduado em História pela Universidade Federal de Viçosa, mestrando pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de História. Realiza no Guerreiro dos Gramados, o sonho de poder dividir com a China Azul os seus pensamentos sobre o nosso amado Cruzeiro Esporte Clube. Raramente perde uma partida do clube, mesmo não podendo ir freqüentemente ao estádio. Siga o GDG no twitter: @gdosgramados.