Diário de Bordo: O dia do ataque – A China Azul invade, dribla as adversidad​es e conquista La Plata

Salve Nação Celeste! É hora do Diário de Bordo contar a história mais importante de todo o período em que estive na Argentina. A história do triunfo em La Plata. A mais saborosa vitória cruzeirense da temporada.

Pode-se dizer que, para a torcida cruzeirense presente em Buenos Aires, tudo começou às 16 horas quando nos encontramos em frente ao Gran Hotel Argentino, localizado no coração da capital portenha.

A cada minuto mais e mais cruzeirenses se juntavam e cantavam impressionando os argentinos que passavam por lá. O encanto causado pela torcida em nossos hermanos foi tão grande que alguns resolveram até se juntar e ir à La Plata prestigiar o time celeste. Todos devidamente uniformizados com camisas concedidas por quem tinha alguma sobrando.

Os ônibus e vans partiram por volta das 17h30min rumo à La Plata. Eu estava no apelidado ônibus dois onde todos cantavam e se preparavam para a guerra que viria a seguir, afinal nos fazer ouvir em um estádio repleto de torcedores adversários não seria tarefa fácil.

Ao chegar à La Plata um aviso do que nos esperava. Fomos parados pela polícia a quatro quadras do estádio e tivemos que seguir a pé (posteriormente, alguns torcedores puderam ir até perto do estádio). Caminhamos e avistamos o magnífico estádio da Ciudad de La Plata, porém, não se pode dizer o mesmo da entrada.

Ficamos esperando os portões serem abertos em um verdadeiro pasto e sendo picados insistentemente por mosquitos. Enquanto sofríamos, imaginávamos a mordomia que os torcedores do Estudiantes estavam recebendo antes da partida.

Entramos no estádio às 20 horas e foi impossível não ficar de queixo caído. O estádio, realmente, é maravilhoso. O único contraste era o gramado, pois se observava os buracos de longe.

À medida que a torcida do Estudiantes chegava ao estádio, as provocações aumentavam. Os pincharatas nos mostravam os dedos com o placar de 2 a 1, referente à final da Libertadores de 2009 enquanto nós devolvíamos com a mão espalmada ostentando o placar de 5 a 0 do duelo de Sete Lagoas.

O clima de provação, no entanto, não se restringia as arquibancadas. Os gandulas do Estudiantes faziam questão de ir até a torcida celeste e repetir as provocações que partiam da torcida argentina. E assim se seguiu até o apito inicial.

A torcida do Estudiantes é ensurdecedora, tal qual é típico das torcidas do nosso país vizinho. Porém, Thiago Ribeiro trataria rapidinho de nos ajudar silenciando os rivais pela primeira vez logo no início da partida.

Os argentinos, porém, se recuperavam e voltavam a cantar.Masos golpes de Wallyson e Gilberto tratariam de calar de vez os pincharatas e permitir que fizéssemos os tradicionais cantos de olé ecoar pelo estádio enquanto os gandulas sofriam com a chuva que, por vez, selava nossa vingança.

Encerrada a partida nós saudamos o time enquanto mostrávamos oito dedos para os rivais que iam embora. Festa que permaneceu até a polícia permitir nossa retirada do estádio.

Pensa que acabou por aí? Não! Nos dirigimos ao ônibus da delegação e mostramos toda nossa gratidão pela atuação espetacular. Aí foi somente voltar para Buenos Aires e comemorar. A Argentina era nossa. Mas isto eu conto com mais detalhes no próximo texto.

PS: Agradecimento especial ao ilustre cruzeirense paulista Rogério Rodrigues Faria responsável por algumas destas fotos.

Veja mais fotos do Diário de Bordo.

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Guerreiro dos Gramados. Nossa Torcida, Nossa Força!

João Henrique Castro (@jhfcastro), tem 23 anos. Mineiro radicado no Rio de Janeiro,graduado em História pela Universidade Federal de Viçosa, mestrando pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de História. Realiza no Guerreiro dos Gramados, o sonho de poder dividir com a China Azul os seus pensamentos sobre o nosso amado Cruzeiro Esporte Clube. Raramente perde uma partida do clube, mesmo não podendo ir freqüentemente ao estádio. Siga o GDG no twitter: @gdosgramados.