06 set Decifrando Egídio: uma avenida ou o melhor lateral do Brasil?


Decifrando Egídio: uma avenida ou o melhor lateral do Brasil? - Fotos: Vipcomm

Salve Guerreiros! Antes de entrar no assunto propriamente dito, gostaria de pontuar algumas coisas: Todos que estão acompanhando minhas colunas devem ter tido a percepção que sou entusiasta por natureza, que prefiro ver o copo meio cheio. Em segundo lugar sou absolutamente contra a cornetagem sem embasamento sólido.

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Tendo estas coisas em vista, como vocês já perceberam, o assunto de hoje é nosso lateral esquerdo, Egídio, a quem insisti com muita veemência que deveria assumir a posição em detrimento do improvisado Everton. Isto é outro ideal que tenho: sou radicalmente contrário a improvisações em um time, a não ser que ela seja impossível de ser evitada.

Mas, tem me chamado a atenção o número de gols que temos levado em jogadas que passam pelo lado esquerdo de nossa defesa, então resolvi levantar alguns números para procurar base para a coluna de hoje. Dos 34 gols sofridos pelo Cruzeiro esse ano em jogos oficiais (com Egídio como titular), 13 deles tiveram origem pela esquerda da nossa defesa. Usando a boa e velha regra de três, podemos concluir que aproximadamente 38% dos gols sofridos passaram pela posição em que Egídio atua.

Isso significa que ele precisa sair do time? No meu entendimento não. 38% representam pouco mais de um terço dos gols que o Cruzeiro levou, também quer dizer que há dois terços de gols aí que vieram de outras direções. Significa também que, com a vocação para o apoio que Egídio tem, a cobertura tem deixado a desejar.

Por incrível que pareça, na visão deste colunista, a melhor fase do lateral se deu quando pelo seu lado, a referida cobertura vinha sendo feita por Luan, mas com ele em campo, os números do ataque deram uma raleada. Claro que não defendo a volta dele ao time, até porque a lesão que ele teve, o impedirá de fazê-lo.

Outra observação aconteceu no jogo contra o Vasco. No primeiro tempo, Egídio e sua vocação pra frente, permitiram 3 gols do Vasco enquanto no segundo tempo, Marcelo Oliveira percebendo as falhas segurou Egídio na defensiva e o Vasco não ameaçou mais.

Concluo então que, todo esse questionamento sobre Egídio está sendo feito de forma exagerada. O time do Cruzeiro é um time bem homogêneo, divide os gols que faz e os que leva de forma bem democrática. Não há motivo para as cornetas trombetearem ao sabor do vento.

Próximo domingo a eficiência da lateral esquerda, bem como do restante da equipe, que hoje lidera com propriedade o Brasileiro 2013, será posta a prova novamente contra o Flamengo, podemos esperar um Cruzeiro com a faca entre os dentes e sangue nos olhos, pois a recente eliminação na Copa do Brasil 2013 ainda está entalada.

Como torcedor e movido pela minha parcialidade, espero que o Cruzeiro Esporte Clube demonstre ao Brasil aquilo que tinha condições de ter feito naquela partida, alcance os 40 pontos e com eles uma vantagem que pode ser muito útil para a sequência do campeonato e sua escalada até o título brasileiro. Espero também que Egídio tenha uma apresentação digna do Cruzeiro 2013 e queime muitas línguas por aí. Até lá Guerreiros!

Saudações Celestes


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