Foto: ANTÔNIO CARLOS MAFALDA/AGÊNCIA ESTADO

Cruzeiro joga mal, mas Fábio e a trave salvam o empate contra o Avaí

Foto: ANTÔNIO CARLOS MAFALDA/AGÊNCIA ESTADO
Cruzeiro e Avaí entraram em campo nesta quarta-feira bastante pressionados e precisando vencer para escapar da Série B.  A missão dos catarinenses, aliás, era ainda mais ingrata
, pois o time jogava a sobrevivência de suas chances matemáticas na competição.

Entendendo a sua situação, os catarinenses apresentaram desde o primeiro minuto uma proposta ofensiva e esbarravam em suas próprias limitações na hora de concluir. Do outro lado, um Cruzeiro apático enfrentava dificuldades de trocar passes e raramente passava a linha de meio de campo com a bola dominada.

Foto: ANTÔNIO CARLOS MAFALDA/AGÊNCIA ESTADOA melhor chance do primeiro tempo veio com o Avaí que chegou a marcar aos 19 minutos com Willian após cruzamento de Lincoln, mas o juiz anulou entendendo que os jogadores catarinenses que participaram do lance estavam em condição de impedimento.

O lance despertou o Cruzeiro e as duas equipes passaram a alternar ataques, mas sem grandes chances de gol. Quando alguém finalizava com qualidade, os goleiros, especialmente Fábio, trabalhavam e garantiam a manutenção da igualdade no marcador.

Veio a segunda etapa e o filme do início do primeiro tempo se repetiu. O Cruzeiro demorou exatos 4 minutos e três segundos para passar do meio de campo pela primeira vez com a bola dominada. Vítor, Paraná e Diego Renan erravam os passes e atrapalhavam a ligação com o ataque, mas a Raposa contava com a inoperância do adversário.

Precisando mudar o panorama do jogo, Mancini lançou Ortigoza no lugar de Vítor e a partida ficou mais aberta. As equipes mais uma vez voltaram a se alternar no ataque, mas as chegadas mais perigosas continuavam sendo do Avaí que esbarrou em belas defesas de Fábio e, por duas vezes, na trave da meta celeste.

Visando aumentar a mobilidade celeste Mancini apostou em Anselmo Ramon substituindo Farías e o jogo ficou ainda mais franco. Com atletas pendurados nas duas linhas defensivas, as duas equipes buscavam forçar a expulsão de um atleta adversário e quem acabou vencendo esta batalha foi o Avaí.

Naldo, que sequer tinha amarelo, foi expulso após entrada violenta em Marcos Paulo aos 39 da segunda etapa e a partir de então o Avaí voltou a dominar a partida.

É bem verdade que a melhor chance dos minutos finais foi com o Cruzeiro em finalização de Anselmo Ramon, mas não existe motivos para questionar o resultado da partida. As duas equipes promoveram um festival de erros de passe e de pouco futebol e, quando chegaram, esbarraram em noites inspiradas dos goleiros. O 0 a 0 acabou sendo o melhor reflexo de uma noite em que, mais do que os torcedores, quem sofreu foi a bola.

AVAÍ-SC 0 X 0 CRUZEIRO

Motivo: 35ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Ressacada, em Florianópolis-SC
Data: 16/11/2011 (quarta-feira)
Horário: 21h50
Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez (RJ)

AVAÍ
Felipe; Diogo Orlando (Maurício Alves), Gian, Cláudio Caçapa e Fernandinho; Junior Urso, Bruno, e Robinho (Marcos Paulo) e Lincoln; Cleverson (Diego) e Willian
Técnico: Edson dos Santos

CRUZEIRO
Fábio, Vítor (Ortigoza), Léo (Naldo), Mauricio Victorino e Diego Renan; Leandro Guerreiro, Marquinhos Paraná, Fabrício e Roger; Wellington Paulista e Farías (Anselmo Ramon)
Técnico: Vágner Mancini

Cartões amarelos: Bruno, Cláudio Caçapa, Diogo Orlando, Fernandinho (Avaí); Mauricio Victorino, Diego Renan (Cruzeiro)

Cartão vermelho: Naldo (Cruzeiro)

João Henrique Castro (@jhfcastro), tem 23 anos. Mineiro radicado no Rio de Janeiro,graduado em História pela Universidade Federal de Viçosa, mestrando pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de História. Realiza no Guerreiro dos Gramados, o sonho de poder dividir com a China Azul os seus pensamentos sobre o nosso amado Cruzeiro Esporte Clube. Raramente perde uma partida do clube, mesmo não podendo ir freqüentemente ao estádio. Siga o GDG no twitter: @gdosgramados.