Cruzeiro conhece o Nacional de outros combates

O Cruzeiro terá pela frente na final do Torneio de Verão um velho conhecido de competições sul-americanas, que não encontra desde 1996.

Em levantamento divulgado pelo site oficial do Cruzeiro, o histórico contra o Nacional-URU aponta vantagem para o time celeste. São seis vitórias, dois empates e quatro derrotas em 12 confrontos, com 21 gols a favor e 18 contra.

O primeiro encontro aconteceu na Copa Libertadores de 1967. Campeão da Taça Brasil no ano anterior, o Cruzeiro estreava na competição. A equipe celeste chegou à semifinal, em grupo triangular com os uruguaios Nacional e Peñarol. 

Em Belo Horizonte, o Cruzeiro venceu o Nacional por 2 x 1. Mujica abriu o placar para os uruguaios e o time celeste virou com Davi e Evaldo. Em Montevidéu, os donos da casa levaram a melhor e venceram por 2 x 0, com gols de Morales e Sosa. O Nacional acabaria classificado para a decisão, em que seria derrotado pelo Racing, da Argentina.

Quatro anos depois, em 1971, houve empate por 2 x 2, pela Copa Montevidéu. Zé Carlos e Dirceu Lopes fizeram os gols celestes e Artime (2) marcou para o Nacional. O encontro seguinte foi pelo Torneio Palma de Mallorca, em 1986. Na Espanha, o Cruzeiro venceu por 2 x 1, com gols de Édson e Ronaldo Sereno. Carrasco fez o gol uruguaio.

Todos os confrontos seguintes foram válidos pela Supercopa. Em quatro confrontos mata-mata, nos anos de 1988, 1991, 1993 e 1996, o Cruzeiro levou a melhor em três.

Na semifinal de 1988, o Cruzeiro perdeu por 3 x 2 no Uruguai. Careca e Ademir fizeram os gols celestes, enquanto Oliveira (2) e Vargas marcaram para o Nacional. Na volta, em casa, a equipe mineira venceu por 1 x 0, gol de Robson, e passou à decisão pelo critério dos gols como visitante. Na decisão, a Raposa acabaria derrotada pelo Racing.

A campanha do primeiro título da Supercopa, em 1991, inclui um confronto com o Nacional pelas quartas-de-final. O Cruzeiro goleou por 4 x 0 no primeiro jogo, em Belo Horizonte, com gols de Charles (3) e Boiadeiro. Na volta, um susto. O Nacional venceu por 3 x 0, através de Cabrera, Venâncio Ramos e Nuñez, e ficou no caminho.

O Nacional levou a melhor dois anos depois, nas quartas-de-final de 1993. Ronaldo marcou no Mineirão, mas não evitou a derrota do Cruzeiro por 2 x 1, com gols de Vidal González e Severo. O time celeste deu o troco em Montevidéu, por 3 x 2, com Ronaldo (2) e Macalé. Olivera e Moralez marcaram para os uruguaios, que venceram nos pênaltis por 4 x 2.

Os dois últimos jogos foram válidos pelas oitavas-de-final de 1996. Houve empate por 1 x 1 no jogo de ida, em Montevidéu. González abriu o placar e o cruzeirense Aílton empatou. Na volta, o Cruzeiro venceu por 3 x 1 no Mineirão, com gols de Palhinha, Paulinho e Fabinho. Fernandez marcou o gol de honra uruguaio.