18 fev Como a carência de uma boa gestão afetou o Cruzeiro


Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-presidente do Cruzeiro Wagner Pires de Sá aparece fazendo declarações sobre o atual momento do futebol brasileiro. Um dos exemplos que o ex-presidente aborda é o fato de que os jogadores ganham um salário altíssimo para às vezes não jogarem e cita explicitamente o zagueiro Dedé, que segundo Wagner, teria ganhado R$50 milhões enquanto estava lesionado no departamento médico do clube.

“Como que você pega um cara ganhando R$ 1 milhão? O Dedé ficou um ano e meio parado, ganhando R$ 800 mil. Claro (que continua recebendo mesmo lesionado), não para de ganhar. Não é igual INSS, que o cara fica doente e vai para o INSS ganhar salário mínimo. O time paga. Ele ganhou mais de R$ 50 milhões sem jogar.” Disse o presidente em vídeo.

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Dentro do mesmo vídeo há algumas questões a serem abordadas. A primeira é que na primeira parte dele, o ex-dirigente celeste menciona que jogadores da base ganham por volta de R$2 mil, enquanto a contratação de atletas já profissionais fazem o clube pagar salários considerados absurdamente altos, se forem levar em consideração o atual momento financeiro do país.

A análise do vídeo

A realidade é que de fato, os salários são realmente exacerbados em relação ao atual momento vivido pelo clube, porém, as negociações que foram realizadas pelos gestores, que por sua vez não souberam nos últimos anos aproveitar as joias lapidadas dentro do clube como fez o Flamengo, onde a receita do clube aumentou de forma acentuada após a venda de jovens jogadores por um alto valor, como o caso de Vinícius Jr, Lucas Paquetá e recentemente Rainer. Será mesmo que pela grandiosa estrutura de base do Cruzeiro, não poderiam sair jogadores do mesmo nível ou até melhores que os citados acima?

Um clube, assim como um país, é feito de uma base produtiva. Se o Cruzeiro tivesse conseguido fazer um bom trabalho de base, onde os jovens jogadores tivessem espaço de adaptação e oportunidade dentro do clube, oportunidades reais, sem serem apenas tapa-buraco da equipe principal, com certeza estaríamos vivendo outra realidade. Porém, assim como na vida política do país, os gestores não preocuparam em realmente garantir um futuro próspero do clube, apenas se preocuparam em se permanecer no clube, usurpando do que mais o clube tem de valor, sua torcida e sua história.

Por fim, no último momento do vídeo, quando aparentemente o motorista do carro pergunta ao ex-presidente o que teria feito de diferente se pudesse voltar no passado, bem, o suspiro de Wagner Pires de Sá fala por si próprio o que se tornou a parte gestores do clube nos últimos anos.

Por: Renato Rinco/GDG


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