Até quando? (Chapecoense 0 x 0 Cruzeiro – Copa do Brasil 8ª de final)

Salve, guerreiros!

“Até quando?” Será um pergunta muito utilizada na coluna de hoje, amigos. Sei que receberei algumas críticas por não estar comemorando a vaga com a efusividade que deveria, mas, preocupa-me essas alternâncias excessivas pela qual passa o time do Cruzeiro treinado por Mano Menezes. Já escrevi há alguns anos aqui no pós-jogo sobre a estória de Jekyll and Hyde. Não vou repetir, sugiro a vocês que pesquisem sobre. O Cruzeiro de Mano se comporta assim. Em uma partida faz um baita jogo, como foi contra o Santos. Domínio, controle de espaços, permitindo poucas chances ao adversário. É verdade que também não criou muitas oportunidades, perdeu alguns gols feitos, mas aproveitou com Thiago Neves em bela jogada de Ramón Ábila. Depois faz um jogo covarde como o desta quinta contra a Chapecoense. Até quando?

O jogo

A Raposa até inicia bem a partida criando duas chances com Ábila logo no primeiro muito, mas a Chapecoense se equilibra e vai dominando a partida até seu final. O time da casa cedeu vários contra-ataques, é notório, mas os atletas celeste abusam do direito de perder gols, até quando?

Primeiro tempo

Como disse acima, a Chapecoense começa a encontrar-se nesta etapa da partida somente por volta dos 7′. Entretanto, quando passa a dominar, cria as melhores chances do primeiro tempo. Fábio, que voltou em fase exuberante, fecha a meta celeste. Parece vinho, o tempo está lhe fazendo muito bem. Tenho porém contra ele, as saídas pelo alto. Em minha opinião seu único ponto fraco. Deu dois dribles no Wellington Paulista que me provocou boas risadas, entretanto, será crucificado no dia que errar, até quando?

Segundo tempo

O caldo não entornou no segundo tempo, porque Fábio mais uma vez fez a diferença. A Chapecoense amassou o Cruzeiro no seu campo, mas cedeu preciosos contra-ataques desperdiçados pela Raposa, até quando? Serão ainda mais três fases da CB até o sonhado penta, seis confrontos se o Cruzeiro chegar até a final. Esse jogar no “fio da navalha” será suficiente?

Guerreiro de ouro: PQP! É o melhor goleiro do Brasil, FÁBIO!!! Guerreiro de lata tem vários possíveis candidatos. Thiago Neves e Rafinha se “destacam” pois tiveram chances claras de matar o confronto. Rafinha, entretanto, teve a bola do jogo e nem na direção do gol acertou, ele fica com o Guerreiro de lata.

Não posso deixar de escrever sobre as cenas lamentáveis ao final da partida. Os atletas da Chape estavam desequilibrados, e não tinham motivos para isso. Ainda que tivessem, nada justifica acuar adversário no vestiário como foi feito. O objeto atirado sobre o quarto árbitro vai custar caro ao time de Chapecó. Em um momento de reestruturação, o atual líder do Brasileirão vai acabar perdendo alguns jogos em seus domínios por conta desses atos.

Não vou passar a mão na cabeça de Diogo Barbosa, flagrado pelas imagens da transmissão atirando um copo de água contra alguns integrantes da comissão técnica da Chape. Futebol não é lugar mais para essas atitudes, por isso a pergunta: Até quando?

FICHA TÉCNICA
CHAPECOENSE 0 x 0 CRUZEIRO

Local: Arena Condá, em Chapecó (SC)
Data: 01 de junho, quinta-feira
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Pericles Bassols (PE)
Assistentes: Clovis Amaral da Silva (PE) e Cleberson Nascimento Leite (PE)
Cartões: Lucas Romero, Henrique, Fábio, Diogo Barbosa, Cabral (Cruzeiro); Wellington Paulista, Rossi (Chapecoense)

CHAPECOENSE: Jandrei, Apodi, Luiz Otávio, Victor Ramos, Reinaldo, Girotto, Luiz Antônio (Niltinho), Nadson (Nenem), Rossi, Wellington Paulista (Túlio de Melo) e Artur Caike.
Técnico: Vagner Mancini

CRUZEIRO: Fábio, Lucas Romero (Rafinha), Caicedo, Léo, Diogo Barbosa, Henrique, Hudson, Ariel Cabral, Thiago Neves (Lucas Silva), Alisson e Ramon Ábila (Raniel).
Técnico: Mano Menezes

Espero que, mesmo após das cenas lamentáveis desta quinta, a Chapecoense seja muito bem recebida no Mineirão no próximo domingo pelo Brasileirão. É o famoso jogo de seis pontos que vale a ponta da tabela. Até lá, China Azul.

Guerreiro dos Gramados. Nossa torcida, nossa força!

Por: Álvaro Jr