Agora já renovou, não adianta reclamar (Cruzeiro 1 x 3 Atlético MG – Campeonato Brasileiro)

Salve, guerreiros!

Há algumas rodadas atrás escrevi uma coluna polêmica explicando os motivos pelos quais penso que Mano deveria sair após o fim do ano, resultado: fui esculachado em auto e bons cliques nas redes sociais do Guerreiro dos Gramados. Para quem não leu, e para quem leu também, vai o link em que pedi a troca do comando técnico do Cruzeiro: Obrigado Mano, e tchau! Mantenho minha posição, mas isso não quer dizer nada pois Mano teve seu contrato renovado essa semana. Preparem-se para mais um festival de empates e derrotas como a de ontem em 2018. E, se Deus quiser, de empate em empate, disputas de pênaltis uma atras da outra, faturemos a terceira Libertadores da nossa história.

O jogo

O Cruzeiro praticou o bom e velho “Manobol”. Saiu na frente e tomou a virada no segundo tempo ressuscitando alguns defuntos: Atlético  MG, tão medíocre que comemora como um título, e Robinho que fez dois e ainda pulou sobre a bandeirinha do Cruzeiro fixada na baliza de escanteio. Uma falta de respeito que, em minha opinião dói mais que a derrota em si. O que não consigo entender como o título da Copa do Brasil tem o poder de causar esse conformismo em grande parte da torcida celeste, mas, isso é assunto para outra coluna.

Primeiro tempo

A Raposa dominou em praticamente todos os quesitos. Desarmou mais, teve mais posse, finalizou mais, fez seu gol. Thiago Neves faz 1 x 0 após receber passe na área pela direita e finalizar para o fundo do gol de Victor. O toque de bola celeste continua até o fim da etapa inicial. Alisson perdeu chance de ouro frente a frente com Victor. É ótimo jogador na construção de jogadas, mas suas finalizações são muito ruins.

Segundo tempo

O Cruzeiro continua a dominar o jogo, mas, não consegue finalizar apesar de construir jogadas. Muitas tabelas e triangulações pelo lado esquerdo, mas, as bolas alçadas e cruzadas não encontram um jogador referência para fazer os gols, doce ironia. O Atlético resolve a partida em contra-ataques. O gol de empate foi absurdo! Como leva um gol de cabeça de um cara de 1,65m? Como Fábio Santos chega sozinho em condição de cruzar aquela bola? Como Élber não corre em direção à bola e deixa Fábio Santos chegar na sua frente?

Robinho faz dois gols idênticos na jogada mais manjada do futebol brasileiro. 1 x 3 e a promessa de Mano que o time não levaria mais três gols vai pelo ralo, levou, e logo em um clássico. Falando em Mano, suas substituições foram ridículas. Ele fica com nosso Guerreiro de lata de hoje. O Guerreiro de ouro vai para Thiago Neves apenas pelo gol que nos deu a sensação que venceríamos ontem, apesar de Rafinha ser o mais interessante da partida. Não entendi sua saída ainda. Coisas de Mano.

FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 1 x 3 ATLÉTICO
Local: 
Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Data-Hora: 22/10/2017 – 17h
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Henrique Correa (RJ) Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ)
Público/renda: –
Cartões amarelos: 
Alisson, Henrique (CRU), Leonardo Silva, Cleiton (reserva), Robinho, Gabriel (ATL)
Cartões vermelhos: –
Gols: 
Thiago Neves (30’/1ºT) (1-0), Otero (15’/2ºT) (1-1), Robinho (21’/2ºT) (1-2), Robinho (35’/2ºT) (1-3)

CRUZEIRO: Fábio, Ezequiel, Manoel, Murilo e Diogo Barbosa; Hudson, Henrique (Rafael Marques, aos 34/2ºT), Alisson (Elber, aos 20’/2ºT) e Thiago Neves; Rafinha (Rafael Sóbis, aos 22’/2ºT) e Arrascaeta. Técnico: Mano Menezes.

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Gabriel e Fábio Santos; Roger Bernardo (Iago, na volta do 2ºT) Adilson, Valdívia (Cazares, aos 12’/2ºT) e Otero (Clayton, aos 22’/2ºT); Robinho e Fred. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

Teremos um 2018 de fortes emoções, e não posso afirmar que serão positivas. Está claro que esse time precisa de reforços e, principalmente, dispensas pontuais. Até a próxima, China Azul!
Guerreiro dos gramados. Nossa torcida, nossa força!