Adeus, Mano; mas o planejamento continua firme!

Agora é oficial. Depois de pouco mais de noventa dias no comando do Cruzeiro, o treinador Mano Menezes está de malas prontas para o futebol chinês, mais especificamente para o Shandong Luneng. É um fato a se lamentar, pois em meio ao mar de desconfiança desta temporada, a chegada da nova comissão técnica trouxe a esperança de um 2016 melhor. Todavia, não vai ser devido a saída desta mesma comissão que vai jogar um balde de água fria no futuro celeste.

Quando Mano aceitou a proposta da diretoria do Cruzeiro, deixou bem claro que voltava ao trabalho para assumir um planejamento a longo prazo. O contrato de três temporadas assinado entre as partes resume bem este fato. Havia uma emergência, que era escapar do rebaixamento, mas todas as ações desta temporada serviriam de base para o início de um 2016 muito melhor que 2015. A torcida celeste abraçou a equipe e, de forma conjunta, conseguimos escapar de qualquer ameaça de Série B.

A partir daí, a briga celeste mudou de figura. Com chances remotas, a equipe ainda tentou buscar uma vaga para a Taça Libertadores da próxima temporada, porém sem sucesso. Mas o objetivo principal foi atingido, e o planejamento seguia a todo vapor. Logo quando as coisas começavam a se desenhar para o ano que vem, uma proposta absurda do emergente futebol chinês foi capaz de balançar o nosso ex-comandante.

A reação de Mano Menezes com relação a esta proposta foi, no mínimo, contraditória, para não dizer outra coisa. Com cerca de um mês de clube, o treinador deu uma entrevista ao portal Superesportes, onde disse exatamente: “Nunca fui um técnico que acha que tem de sair a qualquer custo. Não acho que acrescente ao técnico brasileiro ir para qualquer lugar. Se for para um nível muito baixo, receberá excelente salário, mas não terá condições de fazer um trabalho que te projete como técnico no mundo, que acho que é o mais importante”. Na noite desta segunda, no entanto, já agiu de forma diferente em entrevista ao programa Bem, Amigos!, do canal SporTV, onde disse que levaria em conta a parte econômica para assinatura de um possível contrato “dependendo de quanto é”. Reitero: esta atitude é, no mínimo, bastante contraditória. Cada um sabe o que faz da sua própria vida, e tem autonomia para decidir o seu próprio futuro. Todavia, a exposição de pensamentos incongruentes em tão curto espaço de tempo demonstra onde está a cabeça de Mano. E não é no planejamento.

Entretanto, China Azul, não há motivo algum para pessimismo. A diretoria celeste já demonstrou estar em sintonia, focada no clube e disposta a acertar os ponteiros para a temporada que se aproxima. Mesmo com a troca de comando, os discursos seguem alinhados, visando um mesmo objetivo, partindo dos mesmos princípios. Portanto, qualquer nome anunciado deve ser recebido com otimismo, pois confio plenamente que as atitudes tomadas neste sentido serão tomadas debaixo de muitas discussões, analisando qual o melhor nome para gerir este projeto para a temporada seguinte.

Se Mano quis priorizar o lado financeiro, eu lamento por ele. Aqui no Cruzeiro, teria a chance de provar a todos aqueles que questionaram seu trabalho ao longo dos anos que ele é, de fato, um treinador de ponta. Não deixarei de ser grato aos serviços prestados, apesar da falta de sinceridade da parte do ex-treinador celeste. Como torcedor, é hora de olhar para a frente, para um novo ano, um novo trabalho que está prestes a se iniciar. Confiemos no trabalho dos gestores celestes; 2016 ainda promete, China Azul!

Por: Pedro Henrique Paraíso

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