Acabou, Mano! (Nacional 2 x 1 Cruzeiro – Copa Sul americana)

Salve, guerreiros!

Aposto que os amigos leitores clicaram no link afim de ver meus argumentos para pedir o boné do Mano Menezes! Se sua expectativa era essa, sugiro que interrompa a leitura por aqui mesmo. Ao contrário disso, este colunista pensa que erros são cometidos, mas precisam nos levar a um aprendizado, e consequentemente, um amadurecimento. Não procederei a analise hoje. Gostaria, com a licença de vocês, de trazer a sua memória alguns fatos da história recente do Cruzeiro e questiona-los se é por isso que os amigos esperam ao querer ver Mano Menezes pelas costas.

Após o bi-campeonato brasileiro, Marcelo Oliveira inicia o ano de dois mil e quinze vendo o time celeste ser esquartejado por transferências internacionais. Com uma Libertadores por disputar a expectativa para a remodelação da equipe era bastante elevada. Com o recente histórico de não vencer o rival e a eliminação precoce em pleno Mineirão, Marcelo dá lugar ao obsoleto Luxemburgo.

Luxa e seu exagerado sistema de folgas e escassos treinos, só teve de bom o fato de voltar a vencer o Atlético MG, algo que apenas alguns viram com extrema importância. O Cruzeiro caminhava a passos largos para um provável, aquela altura, rebaixamento à Serie B. Mano então é chamado para a missão de manter o Cruzeiro em seu lugar de direito: A elite do futebol brasileiro.

Mano cumpre a missão quase classificando o Cruzeiro para a Libertadores de dois mil e dezesseis, mas é seduzido pela bolada que vem da China e não dá continuidade ao trabalho. Uma das decisões mais bizarras que vi a diretoria tomar, delegar a um estagiário (Deivid) o comando técnico de um dos maiores clubes do Brasil.

O estagiário tem a seu favor números, mas no “fortíssimo” Campeonato Mineiro, isso não quer dizer muita coisa. Resultado: Nem à final chegou. Acabou sendo substituído por uma aposta bem ousada, que se desse certo, poderia revolucionar não só o futebol celeste, mas todo o futebol brasileiro. O português Paulo Bento assume o time e realiza parte dos sonhos do torcedor Cruzeirense: é ofensivo toda vida.

O problema é que essa ofensividade toda não se traduz em gols, a defesa sofre e as derrotas vão se acumulando. Mais uma vez o risco de rebaixamento ronda o imaginário do torcedor celeste, e quem vem ao socorro? Ele mesmo, Mano Menezes retorna, e mais uma vez faz o Cruzeiro subir na tabela e espantar qualquer risco de queda.

Isto posto, lhes pergunto: Têm certeza que querem ficar a mercê dessa gangorra novamente trocando no meio do ano o comando técnico celeste? E, quem podeira fazer as vezes de “Mano Menezes” caso o inicio de brasileiro seja ruim e coloque a Raposa em risco? Pensem nisso.

FICHA TÉCNICA:
NACIONAL 2 (3) X 1 (2) CRUZEIRO

Local: Estádio Arcenio Erico, Assunção (PAR)
Data: 10 de maio de 2017, quarta-feira
Horário: 19h15 (de Brasília)
Árbitro: Gustavo Murillo (Colômbia)
Assistentes: Eduardo Díaz (Colômbia) e Humberto Clavijo (Colômbia)
Cartões amarelos: Mayke, Luis Caicedo, Thiago Neves, Rafinha e Léo (2) (Cruzeiro); Paniagua, Adam Bareiro, Jonathan Santana, Rodrigo Rojo (Nacional)
Cartão Vermelho: Léo (Cruzeiro)
Gols: CRUZEIRO: Thiago Neves, aos 11 minutos do primeiro tempo; NACIONAL: Villagra, aos 16 minutos do primeiro tempo, e Bareiro, aos 17 do segundo
Nos pênaltis: Santiago Rojas, Miranda e Dávalos fizeram para o Nacional; Henrique e Hudson marcaram para o Cruzeiro

NACIONAL-PAR: Rojas, Dávalos, Miranda, Jacquet, Rojo, Santana (Walter Rodríguez), Paniagua, Francisco García (José Núnez), Villagra (Freddy Bareiro), Adam Bareiro, Salgueiro. Técnico: Roberto Torres

CRUZEIRO: Rafael, Mayke, Léo, Caicedo, Diogo Barbosa (Fabrício), Henrique, Hudson, Thiago Neves (Alisson), Rafinha, Arrascaeta e Ramon Ábila (Dedé). Técnico: Mano Menezes

Nada de esquecer o ano até aqui, ao contrário. Lições assimiladas, vamos ao Brasileiro. Disputar Brasileiro, Copa do Brasil, Primeira Liga e Sulamericana, seria coisa demais. É aproveitar a eliminação, e focar no restante do ano. Já tem rodada do Brasileiro fim de semana e a estreia é contra o São Paulo, um velho algoz nosso em competições de pontos corridos. Até lá, China Azul.

Guerreiro dos Gramados. Nossa torcida, nossa força!

Por: Álvaro Jr