03 fev A vingança é um prato que se come frio, mas a nossa foi devorada ainda quente


Salve nação celeste! Estamos vingados! A eliminação do Corinthians na Pré-Libertadores será uma mancha negra na história do clube que nos roubou no apito a taça de Campeão Brasileiro de 2010.

Com certeza seria preferível que fosse por nossas   próprias mãos. Na partida de ida em São Paulo seria mais complicado. Em Libertadores os juízes são caseiros e por mais que não fosse Meira Ricci o juiz da partida, sofreríamos com a marcação de faltas duvidosas.

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Entretanto, tais faltas só aconteceriam quando existisse a dúvida e não quando fossem inexistentes. Ronaldo rolaria pelo gramado (tal qual fez nos jogos contra o Tolima e no pênalti inventado do ano passado) e tentaria ludibriar o juiz que somente faria o famoso gesto de “levanta e segue o jogo”.

No meio da 2ª etapa Henrique acertaria aquele petardo do meio da rua e abriria o placar. O Corinthians se enervaria e iria para cima. Nervoso, teria Chicão expulso e a torcida começaria a jogar contra. Para finalizar, o guerreiro Fabrício, cheio de raiva, faria o dele e mostraria toda sua satisfação provocando a torcida paulista.

Na volta seria lindo ver a Arena do Jacaré lotada e um verdadeiro caldeirão empurrando o Cruzeiro para cima do Corinthians.

Fabrício jogaria com uma raça nunca antes vista nos gramados e os demais iriam se superar. Montillo faria sua melhor apresentação pelo Cruzeiro. Fábio fecharia o gol. Até mesmo Wellington Paulista marcaria 2 vezes. Seria um verdadeiro show de bola do time celeste.

Assim sonhávamos desde a definição do Campeonato Brasileiro de 2010. Nossa vingança já havia até começado. O gol de Walysson no apagar das luzes na última rodada havia empurrado o Corinthians para uma, até aquele momento, inesperada pré-Libertadores. Tão inesperada que Ronaldo, ao ser informado pelo jornalista Luís Ceará da Bandeirantes do acontecido, respondeu sem pestanejar. “A Pré-Libertadores não será problema para gente”.

Nós também achávamos que não seria Corinthians. E esperávamos ansiosos por vocês no Grupo 7 da Libertadores. No Grupo da Morte. No grupo da vingança de quem mais nos feriu nos últimos anos. O Estudiantes, por méritos, e vocês, pelo absurdo jogo no Pacaembu no ano passado.

Esperávamos devorar vocês, assim como descrevi no início desta coluna. Planejamos e sonhamos com cada detalhe, assim como deve ser feito quando a sede da vingança aguça nossos sentidos. Na hora certa mostraríamos que Libertadores é para os grandes e que não adianta rolar na área porque os juízes não inventam pênaltis.

Infelizmente não terá como. Comeram nossa vingança. Destruíram nossos planos. Entretanto, acredito ter sido melhor assim. Perder para o Cruzeiro na Libertadores é normal. Ser eliminado pelo Tolima na Pré-Libertadores e ser o primeiro brasileiro a ostentar esta honra não. É humilhante!

É humilhação à altura da frustração que nos foi imposta pelos erros do Senhor Ricci no ano passado. É o final que vocês mereciam. A vingança fica para o Brasileirão. Isso se a CBF não ajudar novamente, é claro. 


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