A camisa venceu (Cruzeiro 3 x 2 Villa Nova – Campeonato Mineiro)

 

Salve guerreiros! Uma das máximas do futebol é que a camisa pesa, e isso tem alguns sentidos de aplicação: alguns jogadores que não têm envergadura para vestir certas camisas; alguns times que têm medo apenas de ver outras camisas; algumas camisas que têm tanta tradição que vencem jogos, e esse foi o caso de ontem. As Estrelas da camisa celeste brilharam e alcançaram os três pontos no apagar das luzes no Mineirão.

O jogo

Um primeiro tempo bem ruim do Cruzeiro, típico. Anormal foi aquele jogo de terça, onde todos elogiaram, entretanto este colunista chamou a atenção para o fato de que, demonstração de padrão necessita ao menos três boas partidas consecutivas. Não foi o que aconteceu. A bem armada defesa alvirrubra impedia os avanços celestes, o que fez com que o Cruzeiro tivesse necessidade de usar os flancos do campo, o problema é que faltam laterais.

A pasmaceira celeste é castigada no primeiro minuto de segundo tempo quando Fábio Júnior sobe sem marcação no meio da zaga e cabeceia para o fundo do gol do Fábio após excelente cruzamento de Mancini, aliás, se nossos laterais cruzassem assim…

O gol acorda o Cruzeiro que passa a jogar mais objetivamente, mas ainda esbarra na tranca do Villa, até que as substituições surtem efeito. Élber e sua velocidade entram no setor em que Fabiano não consegue atuar e Pisano com sua habilidade faz às vezes de pelo outro lado, assim os gols da virada celeste foram nascendo.

Reparem que o que disse acima, o Cruzeiro precisava dos flancos do campo para abrir a defesa do Villa Nova e assim foi, tais jogadas construíram a virada da Raposa. Com gols de Manoel e Bruno Rodrigo, ambos redimindo-se da falha no primeiro gol sofrido e do apenas esforçado Rafael Silva, o emprego de Deivid fica garantido para o Clássico na próxima rodada.

Falando em Clássico, o receio que tinha esta colunista cai por terra em função da burrada da Federação Mineira de esvaziar a partida de seus melhores atletas que estarão servindo as várias seleções por tratar-se de uma data FIFA, amadorismo puro.

Claro que as provocações de Mancini mexeram com os brios dos jogadores de azul e eles deram a resposta dentro de campo, enquanto a torcida fazia sua parte nas arquibancadas.

Não teremos Guerreiro de ouro e de lata nessa edição de pós jogo, pois este colunista acredita piamente que a vitória foi da camisa, da tradição, da envergadura do Manto Celeste.

FICHA TÉCNICA

CRUZEIRO 3 X 2 VILLA NOVA-MG

Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)

Data: 20 de março de 2016 (domingo)

Horário: 16h00 (de Brasília)

Árbitro: Wanderson Alves de Souza

Assistentes: Marconi Helbert Vieira e Leandro Salvador da Silva

Cartões Amarelos: Rafael Silva, Arrascaeta, Élber, Marciel (Cruzeiro); Tiago Baiano, Thiago Silvy, Soares, Mancini (Villa Nova)

Catões Vermelhos: Mancini (Villa Nova)

GOLS: Fábio Júnior e Mancini (Villa Nova); Manoel, Rafael Silva e Bruno Rodrigo.

Cruzeiro: Fábio; Fabiano, Manoel, Bruno Rodrigo e Sánchez Miño; Henrique, Lucas Romero (Élber), Marciel, Alisson e De Arrascaeta (Matías Pisano); Rafael Silva (Douglas Coutinho)

Técnico: Deivid

Villa Nova-MG: Thiago Leal; Tiago Baiano (Antônio Carlos), Gabriel Santos, Rafael Morisco e Marcelo Tchê; Luís Felipe, Marielson, Mancini e Thiago Silvy; Fábio Júnior (Roger Guerreiro) e Soares

Técnico: Wilson Gottardo

Próxima rodada é o Clássico às 11h da manhã, um horário excelente para o torcedor, mas muito ruim para os atletas. Até lá, China Azul. Guerreiro dos gramados. Nossa torcida, nossa força!

 

Por: Álvaro Jr